A WWF criou um formato de arquivo, variação do pdf, que não pode ser impresso. Para que diabos, serve isso?

Funciona assim, você visita o site acima, baixa um programinha que instala uma nova impressora no seu computador. Quando tiver que imprimir alguma coisa, escolhe esta impressora e, em lugar de imprimir em papel, imprime no novo formato. Se por acaso, em algum momento quiser imprimir este  arquivo de verdade, no bom e velho papel, isto não será possível.  Parece boa a ideia. Eu apoio. Simplifica as coisas.Infelizmente só para o Mac.

No Windows e seus derivados, você pode usar o pdf creator basta baixar e instalar. Ele também cria uma impressora virtual que permite que você imprima em Pdf, verifique as propriedades, você pode alterar o direito de impressão em segurança. O efeito será o mesmo do novo formato.

No linux, especificamente no ubuntu, você precisará instalar o pacote cups-pdf. Também aqui, você pode verificar as propriedades do arquivo e impedir que ele seja impresso.

A inciativa da WWF é louvável e admirável por que facilita as coisas. Facilidade leva ao sucesso.

O cara DePijama acha que o efeito na natureza será muito pequeno. A imensa maioria do papel impresso no mundo tem origem em áreas replantadas, com cultivo controlado. No máximo, se tivermos sucesso absoluto, mudaremos de uma cultura  para a produção de papel para um outra cultura qualquer que pode ou não ser mais eficiente na absorção de carbono ou na emissão de oxigênio. Ainda assim, tem o mérito de fazer as pessoas pensarem no assunto e se convencerem da importância dos pequenos atos. Gente convencida tem muito poder!

Um pdf que não pode ser impresso serve para salvar o mundo, e você pode fazer isso hoje.

fonte: Fayerwayer

No dia 06 de dezembro de 2010, nossos telescópios, satélites e observatórios em geral, voltaram a registrar altos níveis de atividade solar. O Sol acordou e está rumando para um período de atividade máxima.

A foto que ilustra este artigo mostra uma ejeção de plasma com pouco mais de 800.000 quilômetros de comprimento e 111000 de largura. Alguma coisa com o comprimento de duas vezes a distância da Terra a Lua no seu apogeu. Uma das maiores ejeções de plasma notada nas últimas décadas.

Não trouxe nem trará nenhum aborrecimento para os pobres terráqueos, não afetou nem afetará as comunicações, não estava apontada em nossa direção e sequer é uma das maiores já registradas. É importante apenas por causa da magnitude e da beleza e por que, provavelmente marca o fim do mínimo solar.

Erupção Solar, início do período de máximo solar, cortesia do  Observatório solar da Nasa

Como você sabe o clima em nosso amado planeta depende dos humores do Sol. Estamos na, por assim dizer, atmosfera do Sol. Se por acaso a atmosfera do Sol esquentar as coisas aqui ficarão quentes.

O que talvez você não saiba é que o Sol tem ciclos de atividade, descobertos nos anos 1800 pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe. O quê o sr. Schwabe descobriu foi uma regularidade, ciclos, na quantidade de manchas solares. Manchas solares, são pontos do tamanho de planetas que de tempos em tempos aparecem na superfície do Sol, fruto das explosões que ocorrem internamente e do retorno de ejeções de plasma como a que vimos ontem a superfície. Esta atividade provoca alterações na magnetosfera do Sol, ejeta grande quantidade de massa e radiação e, eventualmente chega a criar sérios problemas com nossos dispositivos eletrônicos. Esta atividade também provoca um significativo aumento da temperatura da coroa solar e da, por assim dizer novamente, atmosfera solar.

O ano de 2009 marcou um mínimo solar. Chamamos de mínimo solar o período onde observamos o menor número de manchas solares. Mas não foi um mínimo qualquer, foi o menor mínimo em um século Outros sinais como a pressão do vento solar ou a quantidade de irradiação também apresentavam sinais claros que em 2009 estávamos experimentando um mínimo solar.

Observe que neste período de mínimo solar, quando a temperatura do grandão estava ridiculamente baixa nós, pobres inquilinos temporários desta rocha, continuamos observando sinais claros de aquecimento global. Provocados, como você está roxo de saber e ouvir falar, pelo tal do efeito estufa. É aqui que a imagem deste artigo fica importante.  Essa ejeção de plasma mostra o início do máximo solar.

Esta história de máximos e mínimos, são apenas uma observação do que acontece no Sol. Quando observamos isto não tínhamos um milésimo da tecnologia que temos hoje, ainda assim foi possível definir um ciclo de 11 anos que, ao longo dos últimos dois séculos se mostrou muito preciso, vamos considerar, só por um momento que esteja certo. Então, faça as contas comigo: 11 anos de ciclo implica em 5,5 anos em sentido crescente e 5.5 anos em sentido decrescente. Voltando ao início do parágrafo: Essa ejeção de plasma mostra o início do máximo solar ou seja, teremos 5.5 anos de acréscimo na atividade solar, 5.5 anos de acréscimos na temperatura da atmosfera solar. CINCO E MEIO ANOS DE ACRÉSCIMO NA TEMPERATURA DA TERRA.

Você estava preocupado com o efeito estufa? Não se preocupe, você ainda não viu nada! A coisa pode não ser tão linear como estou mostrando aqui. O objetivo era simplificar e mostrar o que está por vir.

Ps. Nada como um pouco de otimismo para começar o dia. :)

Pesquisadores escoceses da  Edinburgh Napier University depois de dois anos de pesquisa e USD$400.000 conseguiram transformar whiskey em combustivel.

Glycerin
Creative Commons License photo credit: markus r.

Estes pesquisadores que, certamente, vão arder no mármore do inferno, conseguiram produzir butanol que é 30% mais eficiênte como combustivel que o ethanol.

Sério gente. Eu sei que a crise é grave, efeito estufa, carbono zero, etc… Mas, whiskey! Meu Deus Por quê?

Se beber não dirija. Nem pesquise.
Link Original: Scottish Researchers Transform Whiskey into Fuel

Agora sério: O combustível será produzido a partir dos resíduos industrias da produção do Whiskey. Melhorou :)

Você deve estar acompanhando as poucas notícias que saem em português sobre o vazamento de óleo no golfo do México. Se não, aqui vai um pequeno resumo:

No dia 20 de Abril de 2010 uma explosão em uma das plataformas de exploração da Britsh Petroleum (BP para os intimos) matou 11 funcionários e deu início ao maior desastre ecológico da história.

Um vazamento de óleo continuo localizado em águas profundas disperssando aproximadamente 5,5 km cúbicos de petróleo cru diretamente no oceano. Não entre em pâncio ainda.

Não dá para ter noção do que é isso ou de quanto isto está prejudicando nosso planeta. Como sempre, alguém em algum lugar da internet tenta ajudar, se não a solucionar o problema, pelo menos a entender a dimensão dele.

mancha de óleo do golfo do méxico na sua casa

Para tal, foi criado um mapa (google maps) que coloca a mancha de óleo diretamente sobre a sua cidade, assim você pode entender, em dimensões que conhece, o que está acontecendo. Clique aqui e veja o tamanho do estrago.

Os dados para gerar este mapa são computados diariamente com dados de satélite e do serviço equivalente a nossa defesa civil dos EUA.

Me preocupa muio as notícias que indicam que a mancha de óleo deve atingir o oceano atlãntico. Um volume destes poderia alterar a densidade da água do mar exatamente na correia transportadora global. Um conjunto de correntes submarinas que regula a temperatura do planeta e depende da densidade da água do mar nos trópicos e nos polos para manter nosso planeta em equilíbrio térmico.

Agora sim, podemos todos entrar em pânico.

Como parte do comprisso da empresa com a redução das emissões de carbono e utilização de materias ecológicamente corretos os laboratórios da Ford Motors na Alemanha estão desenvolvendo um composto orgânico chamado de Madeira Líquida para substituir os plásticos usados em veículos.

Madeira lìquida

O novo processo utiliza restos de madeira ou madeira virgem para produzir um composto ecológicamente correto, bonito, resistente a água e rígido o suficiente para ser utilizado em painéis e partes internas de veículos. Além disso, os estudos preliminares mostram que o composto de madeira líquida pode ser reutilizado em até cinco ciclos de reciclagem, aumentando a vida útil e diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.

O material não é novo, o processo de obtenção e utilização é. Até agora essa tecnologia era usada única e exclusivamente para mobiliário de alto luxo para áreas expostas ao clima. O que os laboratórios da Ford criaram é um método mais barato de produzir um material mais adequado as necessidades específicas de veículos.

O cara depijama aplaude esse tipo de composto mas fica com um pé atrás. Quando será que esses laboratórios vão entender que “ecológicamente correto” significa utilizar menos árvores, menos produtos derivados da madeira e não mais.

Notícia Original

A Universidade Estadual do Oregon, apresentou a comunidade científica um estudo de viabilidade de uma nova tecnologia para a fabricação de pneus.

O  estudo sugere que o uso de microcristais de celulose para substituir a silica usada na fabricação tradicional de pneus pode, além de reduzir a energia do processo de fabricação, aumentar a durabilidade e a eficiência do produto.

Fibras de celulose já foram usadas como reforço em alguns tipos de borracha e em produtos para a industria automotiva, tais quais cintos e material isolante. Contudo, esta é a primeira vez que o material é cogitado como componente na fabricação de pneus.  Os testes iniciais indicaram o mesmo nível de aderência em terreno seco e molhado e maior eficiência no uso de combustíveis alem de maior durabilidade.

Se estes testes se confirmarem em um universo de pesquisa mais amplo a redução de custo, de energia e o aumento da eficiência dos pneus pode ter um impacto significativo na redução da poluição provocada pelo ciclo de fabricação e uso de automóveis.

tires-recycling

O cara depijama acha este estudo muito interessante mas gostaria de ressaltar duas coisas. A primeira é o título original da matéria que, se traduzido, seria Pneus feitos de árvores. O cara depijama se recusa a traduzir este título já que pneu já é feito de árvore :) , pelo menos a maioria deles. Segundo, e não menos importante, é preciso destacar que para reduzir o aquecimento global é mais interessante usar menos “árvore” e mais “reciclagem”.

Notícia Original

Comunidade aberta usa conceitos de software livre e de código aberto para projetar um carro elétrico.

cammon

C,mm,n (pronuncia-se kmon) é um projeto com pouca ambição. Eles desejam apenas criar um novo conceito em mobilidade e produção de automóveis, ecologicamente corretos e de forma aberta. Ou seja, ferindo de morte a industria do petróleo e automobilística. Quase nada!

Em 2005 a Netherlands Society for Nature and Environment procurou as universidades holandesas com a proposta de desenvolver um novo conceito de mobilidade sustentável para ser industrializado no ano de 2020. Três universidades aceitaram o desafio: TU Eindhoven, TU Delft and the University of Twente. Com apoio da industria local, em 2007 o conceito foi apresentado em uma feira e nasceu C,mm,n.

O design, projeto, esquemas e métodos de fabricação estão disponíveis e são livremente discutidos sob uma licença aberta ainda nos seus primeiros  estágios, ainda muito complicada mas, já garante modificações, reproduções e fabricação livre. Ou seja, você pode criar sua própria fábrica de carros. Imagino que existam royalties a serem pagas sobre componentes do veículo, tais como as células de combustível, mas não sobre o projeto em si.

cammon2

A idéia é fantástica. Imagine que, em lugar da GM e Volkswagem tenhamos milhares de pequenas industrias espalhadas pelo globo fabricando e vendendo localmente veículos sustentáveis em baixa escala. Se der certo muda apenas toda economia global. Caramba! Como eu gostaria de ainda acreditar no Papai Noel.

Cético ou não, estou dentro!!!! Imagino a distribuição de renda que esse projeto pode provocar, o número de novos empregos, a redução da poluição e do impacto sobre o meio ambiente.

Os conceitos discutidos na comunidade e acrescidos ao projeto vão muito além da simples mudança de combustível. Estão sendo incluídos os conceitos mais modernos de mobilidade, flexibilidade e a mais alta tecnologia. Além disso as universidades estão usando o projeto para testar novas idéias incorporando ítens de seguraça e controle.

Cabem aqui apenas duas observações: Para escolher este nome, com certeza esse pessoal fugiu de certas praças fumacentas de Amsterdan e … só sendo holandes para desenhar um carro que parece um tamanco.

Dois animais completamente bizarros foram vistos e documentados essa semana. Um na Rússia e outro no Japão.

O Japonês pode ser visto em vídeo. Mas basta olhar essa  foto para ver que a coisa é realmente estranha.

Parece uma espécie de molusco, que vive em colônias e, por alguma razão a colônia acabou chegando a praia.

A reação dos dois japoneses do vídeo parece genuína o que não quer dizer que não seja outra destas armações que vemos todos os dias na internet

O animal Russo parece um trilobit.

Eu vi uma coisa parecida com isso uma vez em um episódio do Discovery Channel mas não sei se é o mesmo bicho.

Notícia origal: Japão e Rússia

Um grupo de cientistas da Universidade Estadual do Colorado em Purdue  e do Lawrence Berkeley National Laboratory criaram um mapa no Google Earth que mostra as emissões de dióxido de carbono os Eua com dados de 2002. Você vai precisar do plugin do Google Earth.

The other margin
Creative Commons License photo credit: F H Mira

Há, uma simulação melhor Breathing Earth que incluí nascimentos, mortes e emissões de dióxido de cabono de todos os países em tempo real usando dados de 2008 recolhidos em vários órgãos de pesquisa e projetados  em tempo real. Excelente para ver o tamanho da sujeira que estamos fazendo no planeta. Você vai precisar do plugin do Flash instalado no seu browser.

Há alguns meses que eu não durmo bem. Tem um probleminha me incomodando a noite toda. Talvez você possa me ajudar.

O Metano e o efeito estufa.

Estudos mostram que o metano é 25 vezes mais nocivo que o carbono para o planeta Terra do que o carbono. Isso quer dizer que em um período de 100 anos uma determinada massa de metano terá um efeito 25 vezes maior que a mesma massa de dióxido de carbono. Se pararmos a emissão de metano este reagirá com o oxigênio e a cada 7 anos, a quantidade de metano no ar cairá pela metade. Desde 1750, até hoje, a quantidade de metano no ar aumentou 150% e esse gás é responsável por 20% da retenção de calor na nossa atmosfera. Esses dados podem ser encontrados no Changes in Atmospheric Constituents and in Radiative Forcing.

Over Hudson Bay
Creative Commons License photo credit: jurvetson

O Pulso do Planeta.

A Terra pulsa como um ser vivo e a corrente sanguínea passa bem no meio do Oceano Atlântico e é chamada de Corrente Termal do Atlântico Norte. Em resumo as águas quentes da superfície do mar circulam em direção ao pólo Norte onde são resfriadas pela camada de gelo da Groenlândia e descem em grande profundidade até o pólo sul. Levando calor ao Atlântico Norte e resfriando o Atlântico Sul. Além da diferença de temperatura das águas essa corrente é regulada pela quantidade de sal no Mar Ártico. Diversos pesquisadores acreditam que um derretimento muito grande na Groenlândia, o que alteraria drasticamente a salinidade, poderia parar a corrente do Atlântico Norte mergulhando o mundo em outra era glacial. Há um documento excelente do Parlamento Britânico sobre isso. Pode ser pior.

Uma substância curiosa e mortal

O hidrato de metano é uma substância curiosa. Trata-se de uma molécula de metano encapsulada por moléculas de água congelada. Só ocorre em altas pressões e baixas temperaturas como as que ocorrem no fundo do mar. Inicialmente pensou-se que todo o solo do oceano profundo fosse coberto de hidrato de metano. Hoje estima-se que a quantidade disponível desse material na natureza seja algumas ordens de grandeza menor. Ainda assim, deve ser o combustível natural mais abundante do planeta com reservas estimadas duas vezes maiores que as todas as reservas de combustível fóssil (carvão, gás e petróleo) conhecidas. O Problema aqui é que, estas reservas estão espalhadas em grandes profundidades e ainda não foram avaliadas com precisão. Você pode ler sobre isso na Wikipédia.

Um pouco de pessimismo

Marque esse ponto.

A temperatura do planeta continua aumentando. O pólo norte derrete excessivamente. A corrente do Atlântico diminui. Isto aumenta a temperatura da água no fundo do mar que derrete o Hidrato de Metano. Liberando mais metano que aumenta a temperatura do planeta.

Volte até o ponto marcado e continue lendo até acabar com a nossa civilização.

Pronto, agora que você também não vai dormir, espalhe esse artigo. Quem sabe? Talvez com mais gente sem dormir façamos alguma coisa.

A empresa Aqua Power Systems desenvolveu uma bateria que pode ser recarregada com xixi, saliva, coca-cola, suco de maça e cerveja.

Pequeno paretentesis: Quem usar cerveja para recarregar o mp3, quando morrer, vai para o inferno! É pecado mortal sem direito a indulgência.

A Aqua Power uma empresa do Japão. Criou a série de baterias chamada NoPoPo (claramente indicando para não usar o número 2)  que significa No Polution Power (ou potência sem poluição), com uma tecnologia misturando carbono e magnésio que gera energia quando umedecida com certos líquidos. Já mencionei xixi?

As baterías parecem ter uma vida útil curta se comparadas as baterias de Alcalinas que vemos por ai, mas são semelhantes as pilhas antigas que usávamos até uns 10 anos atrás. No estojo, junto com as baterias, a empresa fornece uma pipeta para recarga, mostrada na foto.

Procurei na internet durante horas mas não achei nenhum tutorial explicando, como diabos é possível mijar naquela pipeta.

Se quiser comprar,  já está a venda nos EUA.

Agora, falando sério, esse é um produto muito, muito interessante. Fazendo uso dos fluídos corporais pode representar a diferença entre a vida e a morte em situações de extrema emergência ou, em futuro próximo, se tornar uma alternativa viável para os pequenos aparelhos eletrônicos que usamos todos os dias.  Imagino que não com xixi mas, talvez com água do mar.

Notícia Original

Ron Ace, 69 anos, inventor, passou os últimos anos debruçado sobre o problema do aquecimento global. Agora ele acha que tem a solução. Jogar milhões de toneladas de água para o alto.

Lendo assim, a idéia parece estúpida e realmente é.

A idéia, cuja patente foi solicitada ao órgão responsável nos EUA, consiste em aspergir milhões de toneladas de água do mar diretamente na atmosfera e deixar que essa água funcione como um sistema de refrigeração baixando a temperatura do planeta em até 3,5 graus centígrados.

Segundo alguns especialistas em climatologia que rodaram modelos computacionais para avaliar o impacto dessa aspersão sobre o clima a idéia poderia funcionar.

Atlas, it's time for your bath
Creative Commons License photo credit: woodleywonderworks

O bom senso diz que sim, aspergir água no ar provoca uma redução da temperatura ambiente. Pelo menos a experiência nossa de cada dia diz isso. O problema é a quantidade de água e onde aspergir.

Segundo a notícia original, alguns modelos indicam que aspergir grandes quantidades de água no hemisfério norte seria efetivo e provocaria a redução desejada.

Rapidamente, milhares de listas de discussão e sites especializados estão debatendo a idéia. Os comentários vão desde: “Não seria possível aspergir a quantidade de água necessária sem aumentar o efeito estufa” até “melhor idéia dos últimos 100 anos”.

Eu acredito que sim, essa idéia pode realmente reduzir a temperatura do planeta, acho que seja mais barata que as soluções já propostas e que tem a vantagem de usar um componente abundante no sistema para controlar o próprio sistema além de poder ser ajustada para a maior eficiência e poder ser desligada ou ligada ao nosso bel parzer. Ainda assim a idéia é estúpida. Abaixa a temperatura sem devolver o sistema ao seu ponto de equilíbrio.

Baixar a temperatura sem retirar o carbono do ar, devolvendo a quantidade de oxigênio aos níveis de há 200 anos só vai prolongar o sofrimento do planeta e da raça humana. Tudo que essa idéia vai permitir é que continuemos a sujar o ar por mais 50 ou 100 anos. Além disso. a aspersão pode até ser novidade mas, já vi uns dois ou três malucos que querem provocar esse tipo de evaporação colocando uma lente em órbita para aquecer o oceano em lugares pré-definidos e provocar a evaporação necessária.

Notícia Original: Scientists doubt inventor’s global cooling idea _ but what if it works? – Yahoo! News.

Empresa de investimento e um grupo de pesquisadores de Staford desenvolvem um sistema refrigerador de baixo custo, movido a fogo de fogão. ou lenha, que pode ajudar bilhões de pessoas  terem acesso a refrigeração e conservação de alimentos e vacinas.

happy
photo credit: ^Vanessa^

Adam Grosser é um empreendedor, destes que fazem falta por aqui. Com boas idéias e coragem para investir nas idéias próprias e alheias. Trabalhando com pesquisadores da Universidade de Stanford ele desenvolveu um gaz que permite a criação de um sistema de refrigeração sem propano, freon ou querosene e é mantido com o uso que qualquer fonte de calor. Inclusive o sol ou o fogo que é usado para cozinhar alimentos.

O refrigerador consiste de um pequeno dispositivo que contém um gás não tóxico de baixa pressão que, uma vez aquecido, deve ser deixado em repouso por uma hora. Depois disso ele começa a retirar calor do ambiente levando uma área restrita a temperaturas abaixo do ponto de congelamento e mantém essa temperatura por até 24 horas. O ambiente de congelamento pode ser um pequeno receptáculo hermético ou um buraco no chão, sem grandes alterações no rendimento do dispositivo.

Produzido em larga escala o dispositivo de ter o preço final abaixo dos US$ 30,00.

Em 2007 Adam apresentou seu dispositivo no TED disponível aqui.

Notícia Original.

Infelizmente a notícia original não têm muitas informações, apenas as fotos mas, é o pior caso de infestação por lagartas (aparentemente da família do bicho da seda) que eu já vi. E olha que já vi muita coisa. :)

Você entendeu certo, são tantas que estão fazendo casulos até nas bicicletas estacionadas. Visite o site para ver mais fotos.  As fotos estão em um servidor na Suécia na conta do prof.Sven Sandberg.

Notícia Original. Vídeo ( 27Mb)

Em um mundo onde apenas uma em cada seis pessoas tem acesso a água potável e onde essa proporção vai ficar muito pior nas próximas décadas uma empresa surge com uma solução para tirar água potável do ar.

drinking water
 photo credit: Darwin Bell

A Empresa Element Four do Canadá alega que conseguiu uma tecnologia de filtragem de ar economicamente viável para conseguir retirar a umidade existente no ar e produzir água limpa e potável.

Segundo a matéria original a máquina (Water Mill) esteve em exposição em New York na semana passada.

Os inventores acreditam que a maquininha será capaz de reverter as previsões pessimistas sobre a falta de água mundial que nossa geração deverá enfrentar oferecendo uma forma simples e barata de recuperar o líquido diretamente do ar.

É óbvio que essa solução não será efetiva em regiões muito secas mas, com uma parte significativa da população mundial vivendo em regiões costeiras, a idéia tem futuro.

Para contornar o problema do nível de umidade do ar em regiões secas a Water Mill tem um computador que controla o sistema para que esse seja mais exigido em momentos do dia onde a quantidade de água no ar é maior.

Notícia Original

Para Saber Mais: Element Four

Cientistas da Universidade de Columbia nos EUA descobriram que um tipo de rocha encontrada em abundância em Oman, Nova Guiné, na Califórnia e em outros lugares é capaz de absorver grandes quantidades de carbono diretamente do ar.

Essas rochas produzem carbonato de cálcio e carbonato de magnésio quando expostas a o CO2 . Os cientistas verificaram que essas rochas naturalmente presentes no deserto de Oman absorvem entre 10.000 e 100.000 toneladas de CO2 por ano.

Uma das possibilidades que estão sendo estudadas é a injeção direta de água contendo CO2 nessas rochas que criaria um dos dois carbonatos armazenando o carbono em forma sólida.

O pobre blogueiro que lhes escreve imagina se não seria interessante produzir um revestimento de baixo custo para prédios e residências que, utilizando essas rochas permitisse a absorção
do CO2 diretamente do ar.

Notícia Original

Semana passada eu sofri na berlinda em uma mesa de ecologistas de carteirinha, todos amigos e todos leitores de blog. Corria solto o papo sobre a degradação do meio ambiente e as soluções que estão surgindo aqui e ali em ritmo frenético. Há um certo ponto, meio sem pensar e um tanto tonto pelo vinho, saquei uma pérola: Não demora muito e vamos começar a revirar os lixões em busca de matéria prima.

Quase apanhei! Ouvi 20 minutos de argumentos que iam desde doenças até falta de viabilidade econômica. Os quais, ainda no rítmo do vinho, contestei sem pestanejar e, já que estava na berlinda apanhei feito cachorro vadio mas não desisti e cai lutando. E não tardou para que meu ponto de vista fosse o derrotado. Não só derrotado, humilhado, espezinhado…

accidental landscape
Creative Commons License photo credit: chelseagirl

Nada como um dia depois do outro. Ou uma semana.

Saiu hoje no site da ABC uma matéria extensa sobre os estudos que estão sendo conduzidos nos EUA, Europa e Asia sobre adivinhem! A viabilidade econômica de se usar os lixões como fonte de matéria prima. Me sinto vingado.

A premissa é que com a manutenção do preço do petróleo acima dos US$100 o barril, a retirada do plástico que está acumulado nesses reservatórios de dejetos humanos pode vir a ser uma atividade econômica viável. Leia-se lucrativa.  Com alguns benefícios extras e meio que passados, como a utilização do gás produzido pela decomposição natural de resíduos orgânicos e a óbvia recuperação da área.

É claro que ninguém está provando dos prazeres de Baco quando inicia um estudos destes que custa alguns milhões de dólares.

Aqui mesmo, em terras tupiniquins temos algumas iniciativas interessantes quanto a isso.  Basta dar uma olhada no projeto de São Paulo. Mas, na matéria da ABC e na opinião que eu tentava defender, o principal não é o gás. São os plásticos e os metais que estão lá, disponíveis prontos para uso.

Como diria um personagem de desenhos animados da década de 80: Mas eu te disse! Eu disse…

Na verdade, o ponto de vista não era meu, nunca foi. Tratava-se apenas de uma memória reprimida da segunda crise do petróleo. Onde tudo isso que estamos vendo agora em termos de busca de soluções já estava sendo pensado e tentado. Derepente o preço do petróleo caiu novamente e pimba. Voltou tudo a estaca zero. Quem sabe se nessa década, mesmo que o preço caia, com o advento da internet e das novas tecnologias as alternativas de reciclagem e de criação de outras fontes de energia perdurem.

Nasci e cresci na ditadura militar. Filho de militar e tendo por melhor amiga uma filha de comunista  (coisa que só soube muitos anos depois) cresci nessa dualidade de opiniões e atitudes. Com uma infância destas há que se desculpar minha tendência temerária a achar que tudo faz parte de uma grande conspiração.

Na primeira crise do petróleo estava em pleno entusiasmo da juventude. Eu e mais alguns amigos da escola técnica tivemos a idéia que revolucionaria o mundo. Usando água do mar e um processo de hidrólise separaríamos a água do mar em oxigênio e hidrogênio e usaríamos esse último para impulsionar um motor elétrico que alimentaria a hidrólise e um motor a explosão que impulsionaria um veículo. É claro que não fizemos cálculo algum, não era necessário em nossa brilhantes mentes inocentes havíamos resolvido o problema de combustível do mundo. Também havia  o problema de armazenar o hidrogênio no carro e a tendência deste de explodir mas, nem por um segundo nos preocupamos com isso.

De posse dessa idéia corremos para contar a um dos nossos mais queridos professores. Cético ele nos contou a história de um professor do fundão (UFRJ) que tinha tido idéia semelhante e sumira. Simples assim, sumira. Deixando mulher e dois filhos. Na época desistimos.  Ditadura… As pessoas tinham o hábito de sumir quase como se fosse um esporte nacional.

Anos depois atribuí o sumiço a uma destas lendas urbanas que povoam o imaginário popular. Com o tempo a aventura caiu no esquecimento.

Há alguns meses li uma matéria sobre um sujeito que estava divulgando um carro movido a água e achei seu site. Até separei para postar algo aqui mas acabei esquecendo. A inveja é uma merda.

Caramba! Que estúpido que sou, com as células de combustível de hoje o problema do armazenamento estaria resolvido. O resto é pinto.

Qual não foi minha surpresa quando vi hoje, pleno domingo uma matéria dando conta do assassinato do inventor.

Mataram o cara. Incrível coincidência. Ou não? O relato da morte está nesse link o mesmo que trás o vídeo que inseri nesse artigo. Ainda não consegui confirmar se o cara morreu mesmo ou se é mais um boato destes que surgem toda hora na internet. Mesmo sem confirmação que a história é interessante é. :)

Novo concreto pesa até 30% menos, é até 15 vezes mais resistente e é transparente.

Pronto! Não precisa reclamar, eu sei que não é concreto, propriamente dito, mas como a notícia original começou com essa analogia e o único site que encontrei com alguma informação oficial sobre o produto também faz essa analogia, resolvi manter assim.

foto do concreto transparente na mão do pesquisadorA notícia original, mais pobre do que o costume, provocou uma pequena pesquisa para descobrir do que realmente se trata essa nova maravilha da arquitetura vinda de terras de Montezuma.

Sergio Galván Cázares y Joel Sosa Gutiérrez, dois ex alunos da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), que em dezembro de 2006 ficaram em terceiro lugar em um concurso de inovação em tecnologia de concreto estão prontos para ir a luta e comercializar seu produto.

Os dados que faltaram na matéria original encontrei no link do concurso. Dando conta que o “concreto” foi fabricado com cimento, agua, areia, obsidiana e o aditivo Critum. Esse último sendo o segredo industrial a ser compartilhado com futuros parceiros de fabricação.

As qualidades físicas apregoadas são dignas de nota: Resistente até 250 mega pascais, contra aproximadamente 25-35 mega pascais dos concretos tradicionais. Com peso médio 30% menor que o concreto convencional.

Aqui só tenho uma observação a fazer: Se for verdade é a oitava maravilha do mundo!

Mesmo que não seja tudo isso a característica translúcida do material o torna uma excelente opção para fachadas e para reduzir o uso de iluminação artificial. O mais interessante de tudo é que, segundo as duas fontes, o maquinário necessário a fabricação desse novo material é o mesmo usado para fabricação do concreto tradicional.

O que faltou na matéria e não consegui encontrar com precisão foi um comparativo de preço. Gostaria muito de ver o custo desse material contra o vidro, tijolos de vidro, concreto tradicional e outros materiais.

O Sol é o maior gerador de energia ao alcance da raça humana neste dado momento histórico. Mesmo assim, ainda é uma das fontes de energia menos explorada. Essa série de artigos vai analisar e discutir os avanços mais recentes nas pesquisas para o uso da energia solar.

Não será uma série curta, já escrevi 10 artigos e, provavelmente ainda vá escrever mais um ou dois. Durantes os próximos dias úteis, aqueles que assinarem meu serviço RSS lerão esses artigos diariamente, os outros, se estiverem interessados deverão esperar que esses artigos estejam disponíveis aqui no DePijama, o que deve ocorrer ao longo do mês de junho.

Primeira Parte: O tamanho da fornalha.

Orbitando na periferia da via láctea, nosso sol é uma estrela modesta, branca e com seus 4,37 bilhões de anos, uma estrela que está entrando na meia idade. Já não tem o brilho da juventude mais ainda está longe da vermelhidão da velhice.

Localizado a pouco menos de 150 milhões de quilômetros de distância de Curitiba, o Sol retém aproximadamente 99.8% de toda massa do sistema solar. Em escala astronômica, 150 milhões de quilômetros é o que poderíamos chamar de logo ali. Mesmo assim, quando você chega à praia e recebe sua dose anual de fótons, na vã tentativa de ficar moreno e não vermelho, os ditos fótons saíram do Sol há aproximadamente 8 minutos e 22 segundos antes de chegar a sua pele.

Com uma temperatura superficial da ordem de 5780º Kelvin, nosso astro rei emite uma luz branca azulada que, quando vista da superfície da Terra fica amarelada devido as características peculiares da nossa atmosfera.

Composto basicamente de hidrogênio, o Sol é um gerador de fusão nuclear movido pelo seu próprio tamanho, perpetuamente fundindo quatro prótons em um núcleo de hélio e liberando a bagatela de 26,7 MeV nesse processo. Para, em seguida, fundir o hélio em elementos mais pesados, liberando mais energia. O interessante é que esse processo ocorre apenas no centro do Sol, onde a alta temperatura e a força de gravidade criam as condições ideais para que os prótons vençam as forças eletromagnéticas e se fundam.

De toda energia liberada pelo Sol apenas 89.000Tw chegam a superfície da Terra.

Tudo bem! Não se preocupe! O número é grande mesmo. Deixe-me tentar novamente:

De toda energia liberada pelo Sol, apenas oitenta e nove mil trilhões de watts chegam a terra. Deu para entender?

Esses números grandes são complicados vamos colocar isso em escala. Que tal se eu dividir pelo consumo de uma televisão? Ainda assim o número seria muito grande. Que tal todo o consumo dos Estados Unidos? Não, o número ainda é muito grande. Já sei!

É energia equivalente a 6000 vezes todo o consumo de energia do planeta Terra. Dou-lhe uma, dou-lhe duas… Dou-lhe seis mil vezes tudo que consumimos no planeta. Eu falei aproximadamente? Não? Então falo agora: aproximadamente.

Essa energia é o principal responsável pela produção dos ventos, correntes marinhas, aquecimento do planeta, crescimento das plantas, a marca do biquíni da sua namorada, etc.. etc..

Lendo o último parágrafo você percebeu que a tal da energia eólica é, em última instância, uma forma de energia solar? E os geradores de energia a partir das correntes marinhas? Solar. Hidrelétricas? Solar. Os puristas dirão que estou forçando a barra. E estou mesmo. A intenção é fazer você perceber a importância da energia solar na nossa vida diária e já começar a ver como essa importância vai ficar maior.

Vou escrever de novo, só para deixar claro: 89 mil trilhões de watts.

Esses números estão na Wikipedia. Mas, se você não confiar na Wikipedia pode comprar este livro. que trás um estudo detalhado das energias renováveis, incluindo o sol. Ou pode baixar este estudo da Agência internacional de Energia, converter todas as fontes de energia para a mesma unidade e depois verificar os cálculos. Só não esqueça que a energia proveniente do sol está disponível todo tempo e o tempo todo.

Eu, aqui do meu cantinho da internet, fico com a Wikipedia até por que o mais importante nesse caso não é a precisão é a proporção.

Se avaliarmos o crescimento do consumo de energia do planeta nos últimos cinqüenta anos e se tomarmos os anos de 2004 e 2030 como ponto de partida e chegada em nossos cálculos e ainda, acreditarmos nas previsões do órgão oficial de estatísticas de energia dos EUA, Podemos afirmar que até 2030 o consumo de energia do planeta deverá crescer 57%, para níveis próximos de 24Tw. No pico de consumo, em 2030, o Sol ainda fornecerá, sozinho, por baixo, quatro mil vezes a energia que precisaremos para manter o planeta.


 photo credit: Pink Dispatcher

Contudo, existem alguns problemas. A Terra teima em continuar girando em torno do próprio eixo e em torno do sol, o que faz com que a insolação não seja constante; ainda há o formato do planeta que faz com que a distribuição não seja uniforme; dias de chuvas e nuvens e sobras diversas que fazem com que o suprimento de energia não seja constante.
O objetivo hoje é tornar esse fornecimento estável, uniforme e barato.

Nessa série você verá as novas tecnologias, desde o uso de tintas especiais até avanços em nano tecnologia. Mas também verá como usar o sol a seu favor para diminuir a conta de luz, refrescar ou aquecer sua casa com soluções tão simples quanto pintar uma parede.

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Graças aos jogos Olímpicos e a pressão exercida pelo comite olímpico internacional, a China está fazendo um esforço real e sensível em busca da redução da poluição, pelo menos na região de Pequim. Além do rodízio de automóveis, redução da poluição industrial e programas de reciclagem. A partir de junho estará proibida a distribuição de sacolas plásticas gratuitas em todos estabelecimentos comerciais da China. Não é pouca coisa. A população chinesa usa três bilhões de sacolas de plástico todos os dias ao custo do refino de cinco milhões de toneladas de petróleo por dia para fabricação de plásticos empregados em empacotamento. Só para termos uma referência, no país tupiniquim, usamos aproximadamente um bilhão das mesmas sacolas por mês.Essa atitude coloca a China no rol das entidades governamentais (Irlanda, Uganda, Africa do Sul, Rússia, a cidade de São Francisco, Estados do Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, etc) que, de uma forma ou de outra, proibiram, limitaram ou estão tentando resolver de outras formar os problemas causados pelo o uso indiscriminado dessas sacolas. O último integrante notável desse time é a Austrália que recentemente anunciou que pretende tomar medidas para limitar, taxar e/ou proibir o uso dessas sacolas. Com grande torcida governamental para a opção taxar.

A proibição, pura e simples do uso dessas sacolas é uma solução meia boca que não resolve o problema e ainda pode criar um problema maior. Essas sacolas só provocam danos ao meio ambiente durante a produção e quando terminam nos lixões. Muito antes de começaram a causar danos ao meio ambiente causam danos a reputação da cidade/estado/país.

O primeiro problema que eles tem por lá, na China, e nós por cá no Brasil, é que a população não é exatamente conhecida por seus bons modos e higiene e sai largando sacolas de plástico por tudo quanto é canto, enchendo as ruas e avenidas de lixo não degradável, multi-colorido e com altíssimo grau de contraste em relação a paisagem urbana. Uma sacolinha azul, largada no portão do Maracanã estraga toda a foto e compromete a visita. A proibição do uso vai melhorar a poluição visual das nossas cidades afinal teremos só caixas de papelão e papel jogados pelas ruas. Sem concentração e com o contraste menor a coisa aparece menos. Nem por isso deixa de ser lixo ou de ser notada.

sacolas e sacos de lixo na calçada

Um dos fatores econômico-culturais mais interessantes que vi por ai é o uso dessas sacolas como saco de lixo. O sujeito compra no super mercado, leva a mercadoria para casa, consome e o que sobra ele coloca de novo nas sacolas e joga no lixo dezenas de sacola por lixo, por família por semana. Vi isso no Brasil, Argentina, Paraguay e EUA e sou capaz de apostar que o mesmo acontece na China.

Sem a sacola, o sujeito vai ter que comprar sacos de lixo, geralmente feitos de plástico mais espesso e também não biodegradável para descartar seu lixo doméstico. Vamos diminuir o consumo de sacolas e aumentar o consumo de sacos de lixo. Tiramos um dejeto feito de plástico fino e substituiremos por outro dejeto feito de um plástico pior. Só sendo governo para pensar em algo assim.

A idéia deve ser que para cada família teremos um único sacão de lixo por unidade de recolhimento, diminuindo o número de sacos plásticos no lixo se contarmos as unidades mas não estou tão certo dessa redução se contarmos a quantidade de plástico que estamos jogando no meio ambiente. Procurei mas não achei uma relação do tipo um saco de lixo de cinqüenta quilos é equivalente a tantas sacolas plásticas. Independente da relação, não acredito nessa solução.

Nossas residências não estão preparadas para armazenar lixo, seja em que quantidade for. Uma residência típica tem uma lata de lixo pequena na pia, ou perto dela, e uma um pouco maior na área de serviço. Em apartamentos antigos, existe a lixeira coletiva, nos atuais nem isso. O que vai acontecer será a compra de sacos de lixo menores, de dois ou cinco quilos para o lixo diário, que serão amarrados e colocados para coleta da mesma forma que as sacolas são usadas hoje.

Nas cidades mais agradáveis a vista é possível ver uma aberração urbana feita de ferro e com a forma ligeiramente parecida com uma taça quadrada onde as famílias juntam os sacos plásticos com lixo esperando a coleta. Algumas cidades fazem essa maravilha da urbanização moderna em uma altura que permita que os lixeiros recolham o lixo sem precisar se abaixar. Ficam lindas as residências com uma taça de lixo na porta.

Em outras cidades o lixo é simplesmente acumulado nas portas, na rua em montes multi-coloridos e multi-perfumados. Já vi casos em que os montes ficam lá largados na rua todos os dia o dia todo. Já fazendo parte da decoração urbana. Nunca viu? Visite a cidade do Rio de Janeiro, vá ao subúrbio. Qualquer um a qualquer dia e hora e observe.

A proibição das sacolas não mudará esse cenário. No máximo vai fazer com que os montões fiquem mono cromáticos se tivermos sorte. Eu, pessimista que sou, acho que teremos montões coloridos de sacos de lixo pequenos.

Recolhimento de lixo

O outro problema da proibição do uso dessas sacolas está no transporte das compras até em casa. Em alguns estados dos EUA se usam sacos de papel um pouco mais resistente para transporte das compras. Certamente, por lá, ninguém faz compras de mês de ônibus ou trem ou de ônibus e trem. Esses sacos só são eficientes para quem anda apé ou de carro.

Podemos voltar aos meus tempos de menino quando íamos as compras com duas bolsas de lona não descartáveis e trazíamos os legumes, folhas e frutas em uma delas e os demais itens na outra. Essa é uma solução muito boa, tanto para quem faz compras de carro quanto para quem usa o transporte público. Mas requer uma campanha de conscientização. Para que a população adote esse procedimento.

Uma outra boa idéia seria a criação de carrinhos de compra dobráveis que se fixassem nas malas dos carros e pudessem ser utilizados dentro dos estabelecimentos comerciais, como já existe em alguns modelos de luxo. Desde que o transporte público fosse adaptado para permitir o transito desses carinhos.

Graças a tecnologia, existem outras alternativas, mais interessantes: Estados brasileiros como Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo estão estudando e tentando aprovar legislações que forcem o uso de sacolas oxi-biodegradáveis. Que degradariam até 200 vezes mais rápido que o plástico comum. Levando alguma coisa como dezoito meses para se degradar totalmente em lugar do 200 anos das sacolas de plástico comum. Parece bom, não parece?

Os opositores dessa tecnologia gritam a plenos pulmões que apesar do plástico degradar, as tintas usadas nos logos não degradam e que o processo de fabricação desses materiais oxi-biodegradáveis é mais poluente que os processos atuais. Baseado nisso o Governo Serra vetou o projeto em São Paulo. Só para deixar claro, essa foi a explicação oficial. Para mim foi pressão econômica pura e simples e falta de vergonha na cara.

Se não levarmos em conta o fator econômico e a força dos lobs, essa discussão perde todo o sentido. Tudo que é necessário é fazer um levantamento científico e determinar que processo é pior para a natureza. Simples assim: Científico.

Certo ou não, a Cidade de Curitiba já adotou as sacolas oxi-biodegradáveis nos armazéns da família e nas feiras. No estado do Paraná 48% dos supermercados já adotaram ou se comprometeram a adotar as sacolas desse material. Levando a Capital e o estado a linha de frente da solução desse problema.

Que tal, só nessas questões que dizem respeito a sobrevivência dos seus filhos e netos, vocês dos governos em geral tentarem agir cientificamente e não politicamente e em lugar de simplesmente proibir o uso dessas sacolas fazer algo um pouco mais complexo como usar o poder dos deuses da economia para ajudar os deuses da tecnologia a achar uma solução. Usem o poder que o povo lhes concedeu para impor uma data limite para o uso plástico não bio-degradável não só nas sacolas, mas em todos os recipientes de produtos não retornáveis seja em uso doméstico ou industrial. Enquanto isso criem um programa sério de educação popular quanto a manutenção do lixo em residências. E, da verba astronômica que vocês certamente vão usar para isso, separem uma parte para financiar um concurso universitário de abrangência nacional para a busca de soluções para armazenamento de lixo doméstico em residências e para a coleta de lixo doméstico.

Quem sabe se com isso, quando meu neto tiver idade para ir a praia ainda exista uma praia para ele ir.

Bibliografia

Africa wages war on scourge of plastic bags

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Poluição pode atrapalhar Jogos em Pequim, diz COI

China Bans Free Plastic Bags.

China Launches Crackdown on Plastic Bags : TreeHugger

COEP BRASIL.

Lei estadual de oxi-biodegradável « FUNVERDE – FUNDAÇÃO VERDE

Os Malditos Sacos Plásticos | Eu Podia Tá Matando.

PHB – Plástico biodegradável.

swissinfo – Australia sigue los pasos de China contra las bolsas de plástico

Bem Paraná – No Paraná, 48% dos supermercadistas já usam sacolas oxi-biodegradáveis

Há muitos anos acompanho a Itaipu não só por que eles têm um trabalho incrível de suporte ao software livre ou pela grandiosidade do projeto de engenharia mas também pela grande responsabilidade ambiental que a empresa está desenvolvendo ao longo da sua história. Posso citar, sem medo de errar, os programas Água Boa e o carro elétrico como dois dos programas mais importantes do Paraná.

O Sr. Jorge Samek, Diretor Geral – Brasileiro, em entrevista ao Documento Especial destacou a BostoBras, usando um tom de brincadeira e deixando escapar uma importante notícia sobre um programa de geração de energia através do uso de dejetos suínos.

“Os dejetos de 2 milhões de porcos que estavam contaminando os nossos lençóis freáticos e a nossa represa, agora viram biogás e em 2010 a Copel já estará comprando energia dos produtores de suíno….essas propriedades podem produzir de 0,5 a 1 megawat. Parece pouco, mas com 14 mil propriedades produzindo 1 mW, “nós já temos o potencial instalado de uma Itaipu.”

Talvez seja por isso que há muitos anos usamos porcos como metáfora para cofres… :)

Certamente o custo de produção desse tipo de energia é maior que o custo da energia produzida atualmente. Devido a capilarização da rede, dos sistemas de controle e estabilidade e devido ao custo inerente as novas tecnologias. Contudo, esse tipo de energia, que ajuda a conservar o meio ambiente impedindo a contaminação por um dos dejetos mais tóxicos encontrados em produções animais mas também pode se tornar uma respeitavel fonte alternativa de energia para o Oeste Paranaense. Muito boa notícia.

Podemos ir além

A poluição proveniente da produção agrícola é um grande problema ambiental mas não podemos esquecer a poluição urbana. O Iap vai começar a multar os prefeitos, e não as prefeituras, que não encontrarem soluções para o lixo das suas cidades. As soluções estão aí, disponíveis. Uma muito bom é a criação de Usinas de Reciclagem que além de reciclar lixo geram energia elétrica.

O Sr. Samek, mais que qualquer um, pode ir além. Pode fazer uso da força política que o cargo lhe concede e provocar essa discussão entre as cidades lindeiras.

Imagine uma usina de reciclagem de cada lado do Paranazão recolhendo o lixo produzido na região e gerando mais energia na rede.

Se conseguir, o Sr. Samek pode entrar para história como o homem que salvou o Oeste do Paraná.

Flatulência bovina é um dos maiores agentes causadores do aquecimento global e pesquisadores correm para encontrar uma solução.

Juro! O problema é peido de boi. Muitos bois e muitos peidos estão contribuindo para o aquecimento global de forma decisiva. Eu tentei encontrar na web os dados de um cientista que há uns 6 anos publicou um trabalho sobre isso e a imprensa mundial caiu de pau no pobre com críticas, charges e a maldade tradicional de quem não entende nada do que está falando. Em Dezembro de 2006 as nações unidas publicaram um estudo de 400 páginas sobre os problemas climáticos criados durante a produção de alimentos e ressaltou o problema da flatulência entre problemas relacionados ao movimento de cargas, produção de fertilizante etc. Foi ai que a coisa mudou e a ciência tradicional começou a levar o peido a sério.

O aquecimento global: Peido de vaca pode ser um fator importante

A flatulência é grave por ser independente da vontade dos governos, produtores, cientistas e primatas em geral. Vacas sáo bichos muito mal educados e não estão nem um pouco preocupadas com a sua flatulência exacerbada.

É mais grave ainda por que o gás emitido pelos bovinos é rico em metano, além de outros gases. Muito metano. Por sua vez o metano é o chefe da turma quando se fala em aquecimento global. Só 22 vezes mais eficiente que o gás carbônico no quesito armazenar calor.

E lá vem a ciência.

Cientistas autrálianos descobriram uma bactéria nos estômagos dos cangurus (imagine!) que impede que os ditos emitam metano quando… como direi… peidam. E agora estão tentando encontrar uma forma de transplantar essa bactéria para os estômagos ou intestinos dos bois e ovelhas para impedir que estes últimos emitam metano quando… bem você já entendeu. :)

Na Austrália esse problema já está quantizado e a mesma matéria dá conta que 14% das emissões gases de efeito estufa são originados de bois e ovelhas.

Mas não para por ai. Não.

No Japão, que não é conhecido por sua produção bovina, os cientistas descobriram um composto muito barato que adicionado a ração reduziria a quase nada a emissão de metano pelos pobres animais. Muito barato lá no Japão. O custo aproximado de R$2,00 por dia por cabeça fará qualquer produtor correr louco.

E a Inglaterra também entrou nessa.

Cientistas do País de Gales estão estudando a introdução de alho na alimentação do gado para diminuir a emissão de metano. Aparentemente o alho ataca os micro organismos do intestino responsáveis pela produção do metano.

Não leia isso em voz alta. No Brasil, já temos mais gado que gente (207 Milhões de cabeças em 2005) eles já controlam boa parte do congresso e praticamente toda cadeia alimentar do brasileiro. Nossa percentagem de emissões devido a flatulência do nosso rebanho é tão grande a da Austrália. Não tenha dúvida existe uma vaca mal educada bem perto de você, nem que seja em forma de bife.