Estudo indica as práticas de vida e dados médicos que aumentam a probabilidade de se sofrer um acidente vascular cerebral.
Derrame cerebral, ou acidente vascular cerebral, é uma das possibilidades que mais me assusta. Nem por isso fico andando pelos bares da vida preocupado com o que bebo ou fumo. Acho que deveria. Me preocupo sim, há muito tempo, de forma profissional.

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Um dos produtos da Daysoft, empresa onde trabalho é um sistema de avaliação de risco de saúde voltado para melhoria da qualidade de vida de pacientes crônicos. Nosso primeiro movimento, sempre, é diagnosticar a população que analisamos separando os pacientes crônicos dos pacientes agudos. Determinando para cada grupo um tipo de acompanhamento diferenciado. Temos, é claro, uma equipe de médicos competentes e capazes que fazem este diagnóstico usando nossa ferramenta de cálculo de risco. Minha pequena contribuição é acompanhar os estudos estatísticos na área e converter estes resultados em algoritmos de análise de risco uma vez que o estudo tenha sido validado pela equipe médica. Em resumo, meu negócio e gerenciar a equipe de desenvolvedores que transforma estatística em ferramentas de análise.
Essa semana, o Daily Mail, publicou um artigo sobre um estudo feito com 6000 pessoas recrutadas de 22 países entre 2007 e 2010 que reduziu a dez os fatores responsáveis por 90% dos derrames cerebrais. Não é pouca coisa. São eles:
O percentual na frente de cada fator indica percentual de avcs causados na população sob estudo primariamente pelo fator da linha. A soma de todos os fatores não dá, nem poderia dar, 90% já que existe uma sobreposição sobre fatores.E aqui, os fatores estão descritos de uma forma leiga, para que você e eu possamos entender.
O que os cientistas conseguiram
O principal foi reduzir o número de fatores, matematicamente falando é tudo o que interessa. Do ponto de vista da saúde eles destacam que uma atitude positiva para a redução da pressão arterial, a redução no consumo de produtos fumígenos, uma dieta saudável e atividade física regular podem reduzir a praticamente zero a probabilidade de você sofrer um derrame cerebral. A notícia é boa, muito boa.
É claro que, do meu ponto de vista, este trabalho, vai dar o maior trabalho.
Depois de devidamente criticado pelo nosso corpo médico vai acabar entrando no cálculo estatístico de classificação de pacientes. Fazer o quê? Quanto mais preciso estes cálculos são, menores os custos e maiores as estatísticas de vidas salvas.
O Trabalho Original
O’Donnell MJ, Xavier D, Liu L, et al. Risk factors for ischaemic and intracerebral haemorrhagic stroke in 22 countries (the INTERSTROKE study): a case-control study. The Lancet 2010, Early Online Publication, June 18