Cientistas chineses desenvolvem nova tecnica de clonagem capaz de criar organismos vivos completamente funcionais a partir de células de pele.
Há alguns anos vemos o debate incansável e infindável entre os defensores do uso de céluas tronco embrionárias e os seus opositores. Debate este que incluí, de um lado os doentes de enfermidades ainda incuráveis e do outro crentes religiosos. Uns vêem oportunidades ou outros basfêmia.
O Dr. Qi Zhou da academia chinesa de ciência acaba de adicionar um pouco mais de tempero nessa discussão.
O estudo, desenvolvido simultaneamente em dois centros de pesquisa distintos (Beijing e Shanghai) e publicado nas revistas Nature e Cell Stem Cell detalha como foi possível pegar as células de pele de ratos adultos e induzi-las a regressão até o estado embrionário criando as induced pluripotent stem (iPS) ou ainda células tronco pluripotentes. Para fazer a regressão a equipe do Dr. Zhou simplesmente usou alguns virus específicamente desenhados para modificar o dna das células adultas.
A ciência já conhece o processo de indução há algum tempo. Nada há de novo neste processo. O que estava em discussão era a eficiência destas células iPS.
A células modificadas pelo Dr. Zhou foram então introduzidas em células embrionárias capazes de gerar uma placenta mas incompletas e incapazes de sobreviver por conta própria. O resultado disso foram 27 ratos vivos e normais. Com um campeão.
Tiny um ratinho de 7 semanas que foi capaz de emprenhar uma fêmea e se reproduzir por conta própria. Não havendo ratos suficientes na China os cientistas criaram dezenas de ratos novos que já produziram centenas de segunda geração. O que poderia dar errado?
No país tupiniquim já havíamos criado células tronco a partir de células adultas. A primazia dos chineses está no cultivo de organismos vivos com essas células.