Um mancha gigantesca apareceu próximo ao polo sul de Júpiter. Provavelmente causada pelo impacto de um cometa.
Depois de avisada por um astrônomo amador australiano Anthony Wesley, a Nasa observou o planeta Júpiter com tecnologia infravermelha do observatório Keck do Hawaii, registrou a mancha e descartou variáveis meteorológicas. Neste momento a causa mais provável é o impacto de um cometa.
Se a nova mancha tiver sido provocada por um comenta será a segunda vez na história que cientistas terrestres observam o resultado deste tipo de evento galático. A primeira vez foi a quinze anos quando o comenta Shoemaker-Levy 9 que também atingiu júpiter, de forma desastrosa, em 1994.
Diferente de 1994 quando o cometa foi descoberto antes do choque, desta vez, vimos apenas o resultado do impacto. Ainda assim, cientistas da Nasa e o próprio descobridor da mancha, atribuem a detecção a um “golpe de sorte”.
Ainda não se sabe o tamanho do objeto que poderia ter se chocado com Júpiter e as previsões atuais são fantasiosas demais para serem levadas a sério. Contudo, há um detalhe que realmente merece destaque, a última frase do parágrafo acima:
“…cientistas da Nasa e o próprio descobridor da mancha, atribuem a detecção a um “golpe de sorte”.”
Júpiter funciona como uma espécie de guarda chuva do sistema solar interior. Sua imensa gravidade desvia e atraí a maioria dos cometas que se aproximam do Sol. Este escudo protege os pelanetas interiores, a Terra entre eles, e garante uma relativa estabilidade. Essa descoberta mostra como ainda estamos longe de estarmos seguros. Mesmo com toda tecnologia que temos disponível.