Moonlightn 1.0 oficialmente lançado e disponível

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A Novell acaba de lançar oficialmente a versão 1.0 do Moonlight. Caso você esteja perdido, moonlight é um projeto desenvolvido pela comunidade mono que permite acesso a tecnologia Silverlight da Microsoft aos usuários de máquinas rodando sistemas operacionais baseados em linux.

Trata-se de um passo importante no desenvolvimento dessa tecnologia em plataforma livre e garante acesso a sites que já estão usando essa tecnologia para streaming de vídeo ou como interface rica.

O fundador do Gnome e do Projeto Mono, Miguel de Icaza publicou um artigo sobre o lançamento em seu blog onde destaca que o trabalho foi simplificado graças ao licenciamento, feito pela Microsoft, de tecnologias silverlight em uma licença aprovada pela OSI.

O futuro do projeto parece brilhante!!!

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6 thoughts on “Moonlightn 1.0 oficialmente lançado e disponível

  1. TaQ

    Lá vamos nós discordar de novo. Não acho que dá para generalizar a polêmica sempre como infeliz e ouso até dizer que as vezes é necessária para que certos assuntos saiam de algumas sombras e buracos de onde se escondem. De nada adianta a eterna vigilância se quando percebemos alguma coisa que acreditamos estar errada, não fizermos nada, correto? ;-)

    Sobre a intolerância, vou voltar novamente nesse ponto pois não me passa pela cabeça ser classificado como intolerante radical em certo sentido: ser crítico sobre determinada coisa ou pessoa não faz necessariamente alguém ser intolerante. Inclusive, a intolerância está fortemente associada à algumas situações onde não se é admitida a … polêmica. Vide alguns regimes de governo ou religiões em que a liberdade de expressão, que pode gerar alguma polêmica, é rechaçada de maneira brutal. Intolerante é não admitir a discussão (e as pessoas que podem participar dela) e encerrar ela (e talvez as próprias pessoas) de forma extrema a favor de uma opinião própria "gravada na pedra".

    Estar vigilante e divulgar a sua opinião sobre certa coisa, pessoa ou empresa não é ser intolerante, em primeira instância é liberdade de expressão. Imagine um político corrupto cujas ações se conheçam à décadas, mas que continua a fazer falcatruas por aí, sabe-se lá porque ainda: não há mal algum em expor a sua opinião sobre essa pessoa, recomendar que as pessoas não votem nele e explicar porque você acha isso. Isso é liberade de expressão associada à critica sobre determinado assunto, uma recomendação baseada na experiência e *talvez até um dever cívico*, uma coisa que todo mundo deveria fazer, mas ninguém faz e depois fica-se reclamando como a política está suja hoje em dia. Ok, política limpa é utopia, mas a gente pode fazer nossa parte em algum lugar, correto? :-)

    Diferente nesse caso você fazer uma campanha de desmoralização pesada e gratutita do sujeito em questão, dizendo que ele é alguma encarnação do demônio ou alguma coisa do tipo. Mesmo nesse último caso, não vejo a intolerância, apenas talvez ignorância, talvez. Intolerância seria você matar o sujeito, partir para o extremo, não admitir a sua existência. Em nenhum momento falei de extermìnio, apesar de que "o lado de lá" já mencionou isso algumas vezes …

    Eu procuro mostrar o Software Livre como uma alternativa técnica, social e de qualidade em relação às tecnologias que, nesse caso, critico e não *recomendo*, mas argumentando e oferecendo uma alternativa viável que, até agora, sempre deu certo pelo menos nos projetos em que sou responsável.

    Esse lance de ficar classificando alguém ou alguma coisa como a besta do apocalipse da boca pra fora tem até o seu valor quando somos adolescentes mas a partir de certo ponto, não funciona, não convence mais ninguém, é irresponsável e te faz ficar com cara de bobo. Isso, definitivamente, não é o que eu faço. Eu critico, mas ofereço uma alternativa, e quem quiser usar, que use. Se eu fosse intolerante, não admitiria isso. Viva a liberdade, mas fiquemos vigilantes e se precisar, botemos a boca no trombone! :-)

    • Finalmente concordamos com algumas coisas, sua definição de comportamento intolerante, por exemplo. Aliás essa definição cai como uma luva no pessoal do boycottnovell. Obrigado por esclarecer seus pontos de vista e por ler o depijama.

  2. Obrigado por ler o Depijama.
    Infelizmente seu comentário levanta pontos muito polêmicos. Alguma coisa tão difícil de discutir quanto futebol, mulher e religião se me permite, gostaria de esclarecer só um ponto.

    Não sou contra a Microsoft, a Novell ou a qualquer outra empresa. Posso ser contra pessoas, mas não sou contra empresas.

    Não defendo exclusão, perseguição ou intolerância a qualquer empresa, pessoa, país, credo, etnia, religião ou tecnologia. Acredito piamente que quem prega a intolerância está, simplesmente errado principalmente se pregar a intolerância para defender o software livre. Ainda mais: Acredito que a intolerância não deveria ter lugar no mundo em que vivemos e principalmente não coaduna com o espírito do software livre.

    Há muito tempo eu escolhi ver as tecnologias livres ou de código aberto com os olhos da oportunidade. Venham elas da RedHat, Canonical, Ibm, Oracle, Novell, Microsoft ou de um desenvolvedor de fundo de quintal.

    • TaQ

      Olá.

      Não vejo o modo de que um comentário que levanta pontos polêmicos possa ser "infeliz", é uma característica comum em discussões, conversações e fórums e uma probabilidade em qualquer blog que tenha comentários abertos. Se não fossem algumas polêmicas e fosse dito "ok" para tudo, muitas coisas não se resolveriam.

      Agora, entre ser polêmico e intolerante, há uma bela de uma diferença. A intolerância geralmente se prega com pouco ou nenhum fundamento, e acredito eu, pelo menos, por minha experiência, que refutar coisas de uma determinada empresa por causa do histórico de qualidade dos produtos da mesma está longe de ser intolerante e mais perto de uma razão prática. Mas isso é a minha opinão, que parece que diverge bastante da sua, o que para mim não tem problema, desde que você possa aceitar a minha sem tentar me caracterizar de uma maneira extrema por apenas um comentário que você leu aqui no seu blog.

      Eu também há muito tempo escolhi ver e utilizar as tecnologias livres e de código aberto como uma oportunidade de melhoria de qualidade de serviços e, por que não, de vida. O duro que há quem viu isso como uma ameaça potencial para o seu negócio e não vai se contentar em deixar a coisa fluir. Fechar os olhos e ignorar esse tipo de ameaça e deixar a coisa rolar com certeza não vai ajudar em nada as tecnologias livres.

      • Primeiro, desculpe. Por algum motivo meu provedor está muito lento hoje, segundo obrigado por ler o depijama

        A polêmica é sempre infeliz. O debate pode ser ou não depende do uso e da forma. Respeito o seu direito de pensar diferente e de ter opiniões diferentes, aliás é por isso que ele ainda está ai E agradeço novamente, não só por ler o depijama, mas por comentar, coisa rara… muito rara.

        Alguém já falou que: "o preço da liberdade é a eterna vigilância" . Não a intolerância.

  3. TaQ

    Olha, eu já acho futuro do projeto depende do futuro do Silverlight, já que tudo o que vem da "parte oficial" a galera ali diz "amén", e convenhamos … quem já viu um site com essa tecnologia por aí ou se interessou por ela em nível técnico a ponto de fazer algum site ter dependência disso? Ou que baseia e aposta o futuro de uma aplicação web para médio/longo prazo em uma tecnologia dessas? Isso sem ter nenhuma relação de "parceria" com a microsoft?

    Se tem uma coisa que o tempo mostrou para as pessoas quem mexem com web é que padrões (existem "padrões" e padrões, seja dito) ajudam a todos. Ok, a alternativa ao Silverlight (e a sua "cópia") é o Adobe Flash, que nem de longe se caracteriza como uma solução Open Source, mas se outra coisa o tempo nos ensinou também é que a microsoft não é flor que se cheire e só está interressada no próprio umbigo. Você chegou a ver uma palestra de "motivação" interna deles onde dizem "desenvolvedores são peões"? Pois é.

    Seguem abaixo alguns links sobre o assunto. Longe de ter um veredito final e claro sobre qualquer algo, uma coisa dá para notar: ainda bem muitas "letrinhas miúdas" nisso tudo que causam muito ruído e especulação. Os links do "Boycott Novell" são meio, digamos, "intensos", mas valem a leitura.

    http://boycottnovell.com/2009/02/09/moonlight-is-
    http://boycottnovell.com/2008/10/17/nomo-gnu-linu
    http://boycottnovell.com/2008/08/10/xaml-exploita
    http://visualrinse.com/2008/05/15/update-why-micr
    http://br-linux.org/2008/mono-discutindo-as-impli
    http://boycottnovell.com/2008/05/28/novell-moonli
    http://boycottnovell.com/2008/05/17/reject-moonli
    http://boycottnovell.com/2008/02/27/salesforce-ju
    http://www.itwire.com/content/view/17036/1090/

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