Coskata, Uma revolução no mundo do etanol. Nada bom para o Brasil
A GM acaba de anunciar uma parceria com a Coskata como sendo a melhor solução para produção de etanol. O processo de produção poder usar uma grande variedade de fontes de carbono que vão desde produtos agrícolas como palha de milho, palha de cana ou grama; até resíduos urbanos (leia-se lixões) e restos de pneus.

O processo aparentemente é simples e seguro, consiste de um sistema de preparação da matéria orgânica rica em carbono que uma vez adequada ao processamento é transformada em gás por um gaseificador plasmático (caramba será que o nome é esse, enfim trata-se de um dispositivo que transforma matéria sólida ou líquida em gás usando tecnologia de plasma).
Esse gás, rico em monóxido de carbono, dióxido de carbono e hidrogênio, passa através de um depurador que retira partículas e moléculas indesejadas do processo ao mesmo tempo que resfria o gás. Lembra o plasmático? Tipicamente aquece o material a 1200graus Celsius podendo chegar a 30.000 dependendo do processo.
O gás resfriado é enviado ao bioreator que não é nada diferente de uma grande câmara cheia dos micro-organismos patenteados da Coskata. E é nesse ponto que a mágica é feita. Esses micro-organismos, anaeróbicos consomem tanto monóxido de carbono quanto hidrogênio gerando o tão desejado etanol e água.
A GM está interessada por dois motivos óbvios. O primeiro é a demanda crescente por etanol no mundo. O segundo é o preço do etanol produzido por esse processo: aproximadamente US$0,26 o litro enquanto o nosso custo de produção está na faixa de US$0,22 por litro. Custo aqui no Brasil, sem os impostos que são aplicados para exportação.
A Coskata garante que não está usando organismos geneticamente modificados e que os mesmos não apresentam nenhum tipo de risco ao meio ambiente.




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