Mercado não perdoa estudantes incompetentes

Mercado não perdoa estudantes incompetentes

Foto de: Fotos Gov/Ba

Cara: O índice de reprovação no Brasil

Esta semana, circulou em rádios, televisões e jornais a notícia do maior índice de reprovação no ensino médio, no Brasil, nos últimos 12 anos. Dando conta que este ano a média de reprovação bateu no inacreditável índice de 13%.

Coisa interessante. Mais interessante ainda é perder um segundo para analisar este dado. Uma taxa média de 13% de reprovação no ensino médio implica que tivemos uma taxa média de 87% de aprovação. Oitenta e sete por cento dos alunos do ensino médio foram considerados aptos, e consequentemente aprovados. Oitenta e sete por cento dos nossos alunos estão aptos para o mercado de trabalho, ou universidade. Fantástico.

Coroa: O mercado de trabalho não perdoa

Curiosamente, exatamente no mesmo dia, poucas horas depois, com muito menos alarde e destaque, circulou outra estatística desta feita sobre a reprovação em entrevistas de emprego. Nesta última estatística destacou-se o índice médio de 40% (quarenta por cento) de reprovação. Principalmente por causa do desconhecimento da língua pátria.  Quarenta por cento, em média, de todos os brasileiros  que tentam um emprego são reprovados por não saber ler e escrever corretamente.

Coisa interessante. Mais interessante ainda é perder um segundo para analisar este dado. Prestando atenção apenas no ensino médio, a estatística referente a reprovação dos alunos do ensino médio pelo mercado de trabalho. Trinta e seis por cento.  No mercado de trabalho, trinta e seis por cento dos brasileiros com ensino médio são reprovados por não saberem ler e escrever.

Temos um pequeno problema aqui

Em 2009 o censo indicou que tínhamos 8.280.875  arredondando para baixo, só para raciocinar, considerando uma taxa de evasão de 10% no ensino médio e chegamos ao número mágico de 7 milhões de estudantes. Dos quais a escola oficial aprovou SEIS MILHÕES E NOVENTA MIL ALUNOS e dos quais o mercado reprovou DOIS MILHÕES CENTO E NOVENTA E DOIS MIL E QUATROCENTOS ALUNOS. Ou, para tornar ainda mais claros, em números graúdos dos SEIS MILHÕES que a escola, aprovou, o mercado reprovou DOIS MILHÕES por que eles não sabem ler e escrever direito.

Deixe-me ver se entendi direito: O sistema estudantil do Brasil, aprovou em 2011 DOIS MILHÕES DE ALUNOS SEMIANALFABETOS, e a imprensa está preocupada com os 13% que foram reprovados?

Há momentos em que eu acho que estou na mesa do chá, junto com o Chapeleiro Louco e o Salvador Dali mas ninguém grita cortem-lhe a cabeça. Por onde será que anda a Rainha?

E você? O que acha disto?

Senadores tem plano de saúde vitalício

Não é curiosa a humanidade? Aprendemos a ler e escrever, a voar e a nadar,  dominamos o mundo no na terra, na água e no ar. Estudamos, inventamos, criamos a poesia e a música e, não importa o quanto evoluímos, no dia-a-dia, sempre esquecemos o principal: Toda história tem, no mínimo, dois lados. Ninguém consegue entender o sentido se não conhecer os dois lados.

Senadores tem plano de saúde vitalício

Foto Por José Goulão

Cara: A morte por falta de atendimento médico

A sra. Josefa de Araújo Andrade, 74 anos, faleceu depois de ficar 36 horas (TRINTA E SEIS HORAS) aguardando um leito em uma CTI. Depois de dar entrada em um pronto socorro da cidade de Campinas, a sra. ficou aguardando a vaga em um centro de tratamento intensivo por TRINTA E SEIS HORAS até veio a falecer em uma maca, sujeita a tratamentos precários depois de gastar uma vida inteira pagando os impostos que deveriam garantir o atendimento médico que necessitava. Esta notícia é velha, já tem uns 15 dias. Uma sra. morrer esperando leito no hospital, não faz sentido.

Dois bebês morrem esperando leitos no centro de tratamento intensivo, neonatal, do Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília. Dois bebês, crianças prematuras, morreram, por falta de atendimento médico adequado, dentro do hospital, esperando leitos. Na e frente dos país, esperando leitos, morrem. Esta notícia é mais nova, ainda assim bebês morrerem sem o atendimento adequado não faz sentindo nenhum.

Coroa: Os planos de saúde do congresso

Senadores, e deputados federais, estes que você elegeu, têm direito a um plano de saúde privado e VITALÍCIO, com regalias como a escolha de qualquer profissional de saúde. O sistema é tão flexível que até ex-deputados, não aposentados pela câmara, podem continuar a usufruir deste benefício VITALÍCIO. Na verdade, no caso de suplentes de senadores, basta que o suplente ocupe o cargo por meros seis meses para garantir o benefício para ele e para os familiares pelo resto da vida.  Quem diria esta notícia tem mais de um mês.

Não custa lembrar que deputados e senadores não geram nenhum recurso financeiro. Todo dinheiro que eles usam para pagar seus salários e os planos de saúde vitalícios são originados dos impostos pagos pela sra. Josefa, pelos país dos bebês que morreram em Brasília e por você. Sim você mesmo, que além de pagar os impostos que deveriam ser utilizados para a saúde e educação, paga um plano de saúde privado

Percebeu como tudo faz sentido quando você olha os dois lados da história.

Ps. A ideia deste artigo surgiu há alguns dias quando um aluno me disse que não entendia por que os jornais estavam dando tanto destaque as mortes nas filas dos hospitais. Tentei explicar meu ponto de vista, mas aula é aula e política é política. Quando resolvi escrever o artigo acessei o Google fiz uma busca por hospital leito e morte nos últimos 30 dias. É assustador.

Não importa o que façam, professores estão sempre errado

Quando é jovem, não tem experiência

Quando é velho, está superado

Não tem automóvel, é um coitado

Tem automóvel, chora de “barriga cheia”

Fala em voz alta, vive gritando

Fala em tom normal, ninguém escuta

Não falta aula, é um “Caxias”

Precisa faltar, é “Turista”

Conversa com os outros professores, está “malhando” os alunos

Não conversa, é um desligado

Dá muita matéria, não tem dó dos alunos

Dá pouca matéria, não prepara os alunos

Brinca com a turma, é metido a engraçado

Não brinca com a turma, é um chato

Chama à atenção, é um grosso

Não chama à atenção, não sabe se impor

A prova é longa, não dá tempo

A prova é curta, tira as chances do aluno

Escreve muito, não explica

Explica muito, o caderno não tem nada

Fala corretamente, ninguém entende

Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário

Exige, é rude

Elogia, é debochado

O aluno é reprovado, é perseguição

O aluno é aprovado, “deu mole”

Me enviaram agora a pouco, por e-mail, sem o autor. mas, para algumas coisas da vida, a verdade dispensa autoria.

Imagem de:Wesley Fryer


- Como assim carne?

Marcelo olhou assustado para o amigo e do alto dos seus 9 anos disparou: Carne, caramba! Carne de vaca!

- Ah! Tá! Como se isso fosse possível.

E rolando os olhos pequenos completou: Onde seu pai conseguiu carne de vaca?

- Na África. Lá ainda existem bois e eles matam, cortam e vendem a carne para assar.

Julhinho que estava entretido em seu mundo virtual, desconectou:

- Não é possível, ninguém assa carne. Eu assisti um filme sobre isso, esta noite, na escola e o professor deixou bem claro que a última vez que se assou carne foi há mais de 50 anos. Antes da Grande Seca.

- Não na África. Lá, no interior de alguns países, ainda assam carne. NO FOGO! O governo só não quer que saibamos disso. Uma vez, no Brasil, tinha mais boi que gente. Imagine até na cidade era possível comprar carne.

- Essa não dá, desculpa Paulo, mas essa não dá para acreditar. Primeiro você diz que vai comer carne, depois que na África eles assam carne. Qual é isso não existe. Desde que inventaram  a carne sintética, ainda antes da Grande Seca, que paramos de matar e torturar esses pobres animais.  O mundo todo assinou a lei de alforria. Todo mundo sabe disso. Ninguém mata para comer ou para se divertir. Só de pensar me dá ânsias. Boi na cidade assim é muito! Mente não que é feio.

Nada como ter nove anos para conhecer as verdades do mundo. Ciente do seu poder. Paulo disparou:

- Duvidam, então ta, no recesso,  quando acordarmos depois das aulas, Vocês estão convidados para irem na minha casa. Meu pai vai assar carne como ele aprendeu com o avo dele, no FOGO, com carvão. Só não contem para ninguém. Ele disse que isso é ilegal e que eu não podia contar para ninguém.

- Fogo… nunca vi, só nas aulas. Não foi por causa do fogo que tivemos a Grande Seca?

- Não. Foi a fumaça, muita fumaça. Os caros, os bois, as usinas a carvão, o petróleo… por isso que os países baniram o fogo. Para não fazer fumaça.

- Pois é, meu pai estava viajando e viu a carne, na estrada, sendo assada. Não resistiu e comprou um pedaço e trouxe para nós. Ele disse que o avô dele assava carne toda semana. Chamava de chupasco, e que todas as casas tinham uma chupasqueira.  Sábado, lá em casa vai ter o tal do chupasco.  Podem ir ver… podem ir… só não contem nem para o pai de vocês.  Meu pai disse que é muito bom. Ele lembra de quando ele era pequeno e o avô dele fazia. Cortava a carne, colocava no fogo até tostar, e depois cortava e servia com umas outras coisas que ele falou mas não lembro agora.

- Não achei o chupasco. Procurei em 3d achei um tal de churrasco. Mas não tenho acesso tem que ser maior de 12 anos para ver um churrasco deve ser nojento. Imagine… carne assando, pingando sangue…. fumaça… eu não vou. Imagine!

Ouvi esta matéria hoje cedo na CBN. Notícia do Gilberto Dimenstein imediatamente resolvi escrever um artigo descendo o pau nessa idéia de Prefeitura de Vitória da Conquista. Mas, mudei de idéia.

Pense comigo. Vitória da Conquista é uma das maiores cidades da Bahia, sem pesquisar muito e falando de memória. No interior, só deve perder para Feira de Santana. Certamente dispõe de recursos próprios suficientes para equipar todos uniformes dos cinquenta e tantos mil estudantes matriculados na rede municipal.

Não, pera aí… errei. Todos os recursos das prefeituras são públicos, então não são da prefeitura são seus. Mas, por outro lado, o problema é grave. Afinal não temos uma forma barata de saber se o estudante está ou não na sala de aula e este é um problema complexo. Eu sei como é. Dou aulas.

Pensando nisso, lembrei de uma coisa. Há aqui em Curitiba e, no Rio de Janeiro também, uma tecnologia que usamos para esta finalidade. É meio complicado mas vou tentar explicar. Funciona assim. Existe uma lista, impressa em papel, com o nome de todos os estudantes matriculados na turma. O professor entra em sala e lê a lista marcando um P ao lado do nome de quem se encontra presente e um F ao lado do nome do estudante que faltou. Eu sei é meio complicado. Afinal nem sempre os estudantes sabem o próprio nome ou fazem silêncio para escutar. Chamamos aqui de “CHAMADA”.  Pode ser uma alternativa mais viável.

Na verdade, eu acho a idéia boa. Imagine, com tantas responsabilidades ainda exigir dos professores que façam uma chamada. Seria um disperdício do tempo preciso dos professores. Usamos este tempo para ensinar e garantir a qualidade dos profissionais, pesquisadores e cidadões do futuro. Além disso, sempre há aquele coordenador que, mesmo com o professor dando falta, abona as faltas dos alunos. Afinal, se muitos forem reprovados as verbas que a cidade recebe serão diminuídas. E, sejamos honestos, ninguém quer perder as verbas que ajudam nossas crianças terem este elevando índice de aproveitamento que vemos todos os dias nas Faculdades, imprensa e contatos com o público em geral.

Não podemos esquecer que é graças a estas verbas que algumas cidades ficam entre as melhores do Brasil. Por acaso, Curitiba tem as melhores notas entre as capitais (5,7), olhe lá que este é o primeiro ano que o melhor ensino tem nota maior que 5.  No ideb de 2010 Vitória da Conquista teve nota 4,3. A melhor forma alunos mediocres a outra forma alunos insuficientes. Um na média e outro abaixo dela. Abaixo da média fica reprovado.

Mentira, fica não, tem sempre um trabalhinho de recuperação. Afinal, não podemos esquecer a história da verba.

Então, com tudo isso, acabo concordando. Acho que a Secretaria de Educação de Vitória da Conquista teve um ideia excelente.

O dinheiro não é deles é nosso. Não temos uma solução melhor, como a chamada. Não podemos reprovar alunos por falta ou capacidade. Então por que não usar o chip. Ele vai permitir que a prefeitura continue o excelente trabalho que vem fazendo na educação(4,3). Isso sem falar que, existe uma change grande de que a empresa que vai fornecer os chips deve ser de algum amigo, pagar alguma propina ou fornecer caixas de vinho para os políticos. Temos sempre que pensar nos políticos honestos. Afinal com esta educação tão boa, nossos cidadãos são perfeitamente capazes de fiscalizar os seus políticos.

Gostaria, humildemente, sugerir um aprimoramento da ideia. Poderíamos, por exemplo, inserir o chip de forma subcutânea já no exame do pezinho. Assim, não os perderíamos de vista nem um minuto e poderíamos  rastrear toda a cadeia de produção. Espere, me confundi. isto é para gado. Por outro lado, como o governo, em todos os níveis, já trata a educação como se as crianças fossem gado. Um chip a mais, que diferença faz.

Voltava tranquilo e faceiro de carro pelas ruas engarrafadas, e quentes, de Curitiba. Doido para falar mal do Prefeito ou do Governador quando ouvi a Sra. Roseli Sayão dizendo em alto e bom som que estava comprovado que não há relação entre o salário dos professores e a qualidade da educação. Quase tive que ser internado. Resisti por que se caísse na saúde pública de Curitiba nunca mais escreveria nada.

Psicóloga louca diz que salário não tem relação com educação

Referia-se a renomada PSICÓLOGA, a uma específica e determinada pesquisa, realizada em uma cidade pequena do interior, onde, mesmo com salários irrisórios, os professores haviam conseguido altos índices nestas provas que o governo aplica. Que Deus os ajude e proteja!

Existem alguns pontos que devemos considerar…

Uma pesquisa, relativa aos resultados de uma determinada prova, em uma cidade pequena, ou grande, não prova nada. Mesmo que exista continuidade histórica. Há que se entender um pouco de ciência para perceber que este tipo de pesquisa não prova. Apenas destaca um caso que merece análise. E, muito provavelmente, reconhecimento nacional do esforço destes professores, pedagogos e administradores escolares. Que Deus os ajude e proteja! Certamente este será todo o reconhecimento que receberão pelo seu esforço e competência. E, antes que alguém pense o contrário, quando for a minha vez, prefiro minha parte em dinheiro.

Poderíamos, por exemplo, fazer 1.000.000 de pesquisas, exatamente como esta, em cada uma das outras escolas deste país, onde os professores também ganham mal e dizer que, já que o salário do professor é irrisório, insuficiente e vergonhoso, a educação do país é um lixo. E, ainda assim, não provaríamos nada, além do senso comum.

Temos que desculpar a sra. PSICÓLOGA. Acostumada que está com o rádio, acaba vítima do senso comum. E, não tendo nada melhor para falar, fala o que não devia.

Poderia, por exemplo, a ilustre PSICÓLOGA, se limitar a psicologia e deixar a pedagogia para os professores e pedagogos e a economia para os economistas. Ou ainda, poderia voltar a lecionar em escolas públicas ou particulares, para entender a realidade da sala de aula. Que é muito diferente da que imaginamos nos nossos convortáveis escritórios com ar condicionado e cafézinho.

Poderia, também, estudar um pouco o assunto. Se assim tivesse feito, veria que existe sim uma relação forte e positiva entre o salário dos professores e a qualidade da educação. Relação esta que vem sendo estudada e comprovada desde 1950. Cito apenas, a título de curiosidade o trabalho de David Fíglio (ECONOMISTA) de 1998 que usou como universo de pesquisa as escolas públicas americanas e demonstrou que salários melhores provocam uma educação melhor.

De forma nenhuma, desejo que o nobre leitor se perca em detalhes estatísticos. Fique com o senso comum: Escolas com salários melhores atraem melhores profissionais. Melhores profissionais exercem sua profissão com mais qualidade. Em termos mais simples: Ensinam melhor. Exatamente como ocorre nas empresas de engenharia, computação, odontologia e jornalismo. Parou!

Além dos políticos idiotas que não entendem como funciona uma sala de aula e a legislação imbecil que retirou todas as responsabilidades das crianças ainda temos que suportar opinião estúpida em rede nacional.

Aja paciência!

Enquanto isso, seu filho está lá… na escola … com um profissional mal pago. Imagine se fosse seu médico. Imaginou?

Dentro de alguns anos ele será.

Hoje, conversando com um amigo sobre SEO, fiz uma busca, no computador dele com o argumento depijama. Só para mostrar que o Google trata de forma diferente sites que fazem algum sucesso. Estou acostumado a ver o DePijama aparecer na primeira linha do resultado, tímido como sempre.

Imaginem qual foi a minha surpresa ao descobrir que o DePijama virou gente grande.

DePijama agora é gente grandeViu lá? Tirando as duas garotas de pijama, a coisa mais interessante do resultado é o destaque que o Google está dando ao site destacando alguns links interessantes.

Resolvi postar este pequeno artigo só para agradecer a vocês. Sem a participação de vocês, lendo, comentando, retweetando (é assim que se escreve?) isto não teria acontecido e garantir que sempre que ver algo interessante na web, continuarei postando por aqui. Esta é uma conquista da participação de vocês.

 

Como tudo que rola na internet, não dá para saber se é verdade mas, já vi histórias bem parecidas com esta no Paraná e no Rio de Janeiro. Então lá vai:

Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)

 photo credit: black vanilla

Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio.   Pois bem, olha só o que me aconteceu:   estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir
á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”.  Para rever os conhecidos.  Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.

Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender’ e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.

Qual passo dado pela mãe?  Polícia Civil!… Isso mesmo!… tive que comparecer no dia 13/07/11, na  8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores’. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!… Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do
conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.

Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ”te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país”.

Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø  NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES
Ø  NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø  AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM….

Alguns exemplos atuais:

·        Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês.    Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras”…

·        Tiririca: R$ 36.000,00 por mês.      Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso”…

TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE
ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS
PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado?  Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “ só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar
cidadãos produtivos, etc., etc., etc….

SUGESTÃO:        Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:

Ø  Educação Física: Futebol;
Ø  Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
Ø  História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das “Celebridades”
Ø  História da Arte: De  Carla Perez  a  Faustão;
Ø  Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø  Cálculo: Percentual de  Comissões e Propinas;
Ø  Português e Literatura: ?… Para quê ?…
Ø  Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.

ESSE É O NOSSO BRASIL …

Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)

Ø  BOPE – R$ 2.260,00…………………. para  …….. Arriscar a vida;

Ø  Bombeiro – R$ 960,00…………………para  ……..  Salvar vidas;

Ø  Professor – R$ 728,00…………………para  …….. Preparar para a vida;

Ø  Médico – R$ 1.260,00………………….para  ……..  Manter a vida;E o Deputado Federal?…..R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !… 

A singela contribuição do autor deste blog.
Cada país tem os políticos e professores que merece. Se não está satisfeito, pelo menos divulgue este desabafo. Você é a nação.

“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado. As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência.As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”

 Marcus Tullius Cícero – Roma, 55 a.C.

Esta imagem provém do Wikimedia Commons, um acervo de conteúdo livre da Wikimedia Foundation que pode ser utilizado por outros projetos.

Chegou o verão, chegaram as chuvas e com eles voltamos a ver o maior outdoor da relação governo – povo deste país. Lá vamos nós de novo assistir um desfile de autoridades (secretários, prefeitos, governadores, ministros e presidente) colocando a culpa no tempo. Deus por que nos manda tanta chuva?

Pegue uma comunidade de risco qualquer e veja se a história é essa: Há décadas uma família pobre, sem ter onde morar pendurou um barraco lá. O prefeito de então, secretário de ocupação urbana de então, secretário da defesa civil de então, deixaram. Depois, outros barracos vieram, viraram casas.A concessionária de energia elétrica levou a luz lá, e as autoridades deixaram. O Secretário de águas e esgoto levou água e esgoto. Depois o correio passou a entregar cartas. A polícia passou a patrulhar o lugar e pronto. Centenas, milhares, de votos. Novos prefeitos, nenhuma modificação. Novos secretários, nem atenção. Deus por que nos manda tanta chuva?

Creative Commons License photo credit: Talita Oliveira

Chegou o verão, chegaram as chuvas.

Na nossa lei existe um conceito, a responsabilidade civil, que pende sobre a cabeça de qualquer cidadão. Significa que você tem que pagar pelos danos causados a outras pessoas pelos seus atos. Imagine que você é um engenheiro e faz um prédio. Trinta anos depois o prédio desaba. Você terá que responder por este desabamento. Terá que provar que não foi sua culpa. E, se tiver culpa, pagará por isso. Mas se for autoridade não. Pode deixar as pessoas construírem comunidades até em cima de viadutos que não tem problema nenhum. Desde que tenha mais cidadãos votando em você.

Poderia ser diferente. A OAB das diretas e tantas outras histórias de honra e direito, poderia, por exemplo, fazer a lista dos prefeitos, governadores, presidentes, secretários e diretores de autarquias que ao longo do tempo permitiram a ocupação da terra e oficializaram a vida das pessoas em comunidades de risco e, processar todos eles por responsabilidade civil. Estas pessoas, como eu e você, que tiveram a honra de ocupar um cargo público, tinham a responsabilidade civil de evitar esta ocupação. Este é o ônus do cargo. A responsabilidade civil, fiscal, financeira e moral de ocupar um cargo público.

Chegou o verão, chegaram as chuvas.

Estou lecionando novamente. Desta vez na faculdade Spei, excelente faculdade, om um corpo docente incrível, em Curitiba. Estou na sede do centro, bem na área mais movimentada de Curitiba, o que trás algumas vantagens e algumas desvantagens. Estacionar é um inferno Por outro lado, fica perto de tudo.  Dia destes, a noite, tive uma surpresa.

Quem conhece Curitiba sabe que os governos, como era de se esperar, tentam controlar o trânsito e os problemas de estacionamento com o loteamento do espaço público, criando vagas de estacionamento cobradas em todo o centro. Algumas destas vagas são gratuitas, limitadas em tempo, e outras gratuitas para carga e descarga. Cheguei, as 19:00 quando, por um lado todos os estacionamentos já estão liberados e, por outro, todos os alunos já ocuparam todas as vagas. Bem na frente da faculdade existe um conjunto de três, ou quatro, vagas para carga e descarga. Na hora que cheguei estas vagas estavam liberadas, cheguei a parar o carro mas, vi que eram para carga e descarga e continuei até o estacionamento privado mais próximo, uma quadra de distância. Fui lanchar, comprar um livro e, uma hora depois voltei.

Já ia entrando na faculdade quando notei uma aglomeração. Alguns estudantes haviam colocado os carros nas vagas reservadas para carga e descarga e, por algum milagre, a polícia resolvera rebocar todo mundo. Juntou-se uma pequena turba em torno dos guardas. Nenhum tumulto, apenas comentários velados e ofensas escusas. Entre os revoltados havia um exemplar. Vestindo um blazer, carregando uma maleta e ostentando alvos cabelos longos, se movia entre os revoltosos. Hora incitando a revolta. Hora ofendendo os policiais. Hora questionando o trabalho dos mesmos.

Encostei na porta e fiquei ali, estudando a dinâmica do grupo. entre os policiais, um estava muito nervoso, claramente amedrontado, várias vezes levou, instintivamente a mão ao coldre. Os outros, ignorando as reclamações continuavam inabalados colocando os carros no reboque.  entre os estudantes, nenhum deles proprietário dos carros, e motos, que estavam sendo rebocados. Haviam alguns se divertindo, outros protestando e outros apenas olhando. Destacavam-se os cabelos brancos. Hora em um lugar, hora em outro. Sempre incitando a revolta. Quando encontrava ouvidos moucos se deslocava para outro ponto. Novos xingamentos, novas incitações. Movia-se de forma tão regular que cheguei a achar que fosse o proprietário de um dos carros. De repente, virou em minha direção e disse: Não é um absurdo? Quem é que vai fazer descarga a essa hora? Dei um sorriso amarelo e concordei. Lembrei de um conselho: Melhor não contrariar. Deu minha hora. Entrei.

Sala dos professores, não conheço ninguém. Nunca fui bom em fazer amigos. Biscoito, sempre tem biscoito na sala dos professores, água, banheiro e… surpresa! Cabelos brancos não era um transeunte qualquer era um professor. Sentei no canto e fiquei ouvindo a história contada por ele.

Deve ser por isso que os congressistas brasileiros estão sempre envolvidos em casos de corrupção. Afinal, já que ninguém vai descarregar, por que precisamos obedecer a lei? Não é professor, não é isso que está ensinando?

Bound
photo credit: Tarter Time Photography

Já falei sobre democracia antes, aqui, aqui e aqui. Mas, com o congresso prestes a aprovar uma lei eleitoral que só interessa aos políticos, empossados ou não. Não custa lembrar. Podemos mudar o pais com três simples passos:

photo credit: kian1

  • Primeiro precisamos de um sistema de identificação nacional, com todos os números que representam o cidadão em todos os diversos níveis de governo substituídos por um número único, de preferência integrado com um sistema de identificação biométrico.

Já há projetos para isso no congresso, que tal unificar estes projetos em um só e resolver isso. Um único documento, um número de identificação. Como sou ambicioso já sugiro o ipv6.

  • Segundo precisamos mudar o artigo da constituição que garante o direito do povo enviar projetos de lei para o congresso de forma a permitir que esses projetos possam ser enviados por meio eletrônico e as assinaturas de apoio possam ser recolhidas também por meio eletrônico.

Hoje você precisa de um milhão de assinaturas. Só em papel em valores de hoje custa mais de R$100.000. Eu não posso fazer isso, você não pode só eles podem.

  • O terceiro passo também implica em emenda constitucional. Os projetos enviados pelo povo devem ter prioridade sobre toda e qualquer outra atividade do legislativo.

Pronto, com isso fechamos a pauta. Se o povo mandar um projeto, para tudo e vota. Simples assim.

Não acredito em revolução, o povo morre, as pessoas morrem, vidas são destruídas e tudo o que resta são os políticos no poder fazendo a mesma coisa que fazem a milhares de anos. Acredito sim em evolução. Este é um processo lento, porém evolucionário, dará tempo de criarmos estruturas ainda nem imaginadas para organizar as pessoas e permitir a participação direta do povo no legislativo até que ele não seja mais necessário.

Desde o dia 11 de março de 2011, tenho escrito artigos sobre o terremoto do Japão e acompanhado tudo que posso. Acredito que seja a hora de entender por que este acidente, na minha humilde opinião, é tão importante para o Brasil.

 

Rio de Janeiro Abril_09 174

 

Vivemos em um país abençoado por Deus e bonito por natureza. Deve ser por isso que nossos governantes permitem, e até estimulam, a ocupação de áreas de risco. Ignorando o mínimo necessário a segurança da população como um todo.

Todos os sites especializados, jornais, telejornais, revistas, twitters e bares deste planeta concordam que o evento teria sido muito pior se fosse em um país menos preparado. O Japão gasta zilhões de dólares todos os anos em prevenção, em treinamento da população e em treinamento das equipes de apoio e resgate. Eles não são abençoados por Deus.

Imagine agora se, por algum motivo, fossemos vítimas de um maremoto. Imagine ondas de 30 metros atingindo a costa do norte e nordeste do Brasil, seis horas depois de algum evento sísmico. Imaginou? Não se trata de se, mas de quando vai acontecer.

Antes de continuar, apenas uma informação que ouvi hoje de um sismólogo na Globo News: Temos terremotos de 8 e 9 graus, todos os anos, bem no meio do Atlântico, não temos maremotos por que são terremotos de um tipo que não provoca maremotos. Ele disse tsunami.

Entre o Brasil e a África existe um vulcão, o Cumbre Vieja. Um vulcão ativo. Há 50 anos a costa deste vulcão, que está voltada para nós deslizou 4 metros e parou. Ela vai cair na água. Quando isto acontecer ondas de 30 metros varrerão o litoral norte e nordeste do Brasil do mapa. Pode ser agora mesmo ou daqui a 10000 anos. Não sabemos. Tudo o que sabemos é que vai acontecer.

 

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Vulcões são formados por camadas sobre camadas de rocha vulcânica fria. Estas camadas são laminares, as lâminas são mais ou menos uniformes e as rochas que as formam são contemporâneas. A chuva encharca estas rochas. Eventualmente o calor do próprio vulcão evapora esta água. A pressão desestabiliza a lâmina que vêm abaixo. Este é um processo bem conhecido pelos geólogos.

Maremotos podem ser produzidos por celacantos, terremotos, quedas de meteoros e, adivinhem. Grandes quantidades de rocha jogadas ao mar.

Quando a encosta do Cumbre Vieja cair, ele explode uma ou duas vezes em cada século e a última foi em 1949, provocará um maremoto que varrerá todo o Atlântico. Steve Ward da Universidade da Califórnia em Santa Cruz criou um modelo de computador que prediz ondas de 100m na origem, chegando a 50m no Caribe e  Florida.

 

 

Então vamos aos finalmentes. Um sismólogo disse que grandes movimentos de Terra provocam maremotos. Um geofísico calculou os estragos que a explosão do Cumbre Vieja causará. Todos estamos vendo os problemas que o Japão está enfrentando. O Brasil é um país abençoado por Deus.

Juntando isso tudo, o cara DePijama imagina que talvez fosse uma boa hora para pensar em planos de evacuação, sirenes de alerta e treinamentos para quando o maremoto vir. Vai ficar muito mais caro reconstruir as cidades costeiras. Sem falar nos milhões de vidas que serão perdidas.

Só para terminar. Há mais de 10 anos que conheço o Cumbre Vieja. Esta história já passou no Fantástico, Jornal Nacional, Ana Maria Braga e até no Xhou da Xuxa. E até hoje, não vi um único governante pensar em plano de evacuação. O cara DePijama, que está verdadeiramente preocupado com isso, mora a 98km do mar e a 980m de altura e você?

O sistema eleitoral brasileiro, a forma como elegemos nossos ultrapassados representantes, faliu. Não por causa da eleição do Tiririca, como dizem alguns, nem pela eleição do Romário, como dizem outros. Mas, devido a eleição em si. Não porque elegemos candidatos polêmicos mas porque elegemos alguém.

Coisa interessante esta da democracia representativa. Primeiro você elege alguém para lhe representar, depois este alguém tem o poder de mudar as leis para lhe favorecer. Em seguida você tem que fiscalizar as pessoas que você elegeu para lhe representar. Se não seus representantes roubam, trambicam, e não lhe representam. Coisa mais interessante ainda é que você acha que é assim mesmo. E está certo. É assim mesmo. No mundo todo, ou pelo menos em todo o mundo por assim dizer, democrático.

A verdade que não quer calar é que não precisamos mais passar por isso.

O congresso, fervilha de propostas de mudança para o sistema eleitoral. Estas propostas vão desde adotar o sistema caquético da Alemanha, criado em regime de urgência depois da segunda guerra mundial e que, nem os alemães suportam mais até a criação de um monstro híbrido entre sistemas da Alemanha, Inglaterra, Argentina. Somália? Alguém pensou na Somália? ou Líbia? Ouvi dizes que na Líbia o sistema é ótimo.

A verdade que não quer calar é que não precisamos mais passar por isso.

Este problema todo é que nossos nobres representantes querem melhorar o sistema eleitoral mas, sem permitir a possibilidade de largar o osso. Sem perder poder, sem ganhar representatividade e sem facilitar a cobrança por parte dos inocentes, incultos, e pouco interessados eleitores.

A verdade que não quer calar é que não precisamos mais passar por isso.

Esta coisa de democracia representativa surgiu no mundo simplesmente porque era impossível ouvir a voz de milhões de pessoas a todo o momento. Muito caro e pouco prático fazer um plesbicito para cada decisão. Impossível de gerir a opinião de toda uma nação, sobre todos os assuntos sempre, o tempo todo agora. Não é mais impossível, é até bem simples. Estão aí, novamente, a Tunísia e o Egito para provar. Tudo o que é necessário é que você expresse sua opinião. Simples assim. E, temos as ferramentas certas para fazer isso, de graça, bem ao alcance dos seus dedos. A Internet, facebook,, twitter, Orkut, etc… etc… etc… até a exaustão.

Se os meus compatriotas eleitores e representantes estiverem interessados, Minha proposta é simples. Serão eleitos os candidatos mais votados em cada estado. Simples assim. Não lhe parece lógico? Mas, vou um pouco mais além…

A verdade que não quer calar é que não precisamos mais passar por isso.

Já disse antes, e vou dizer de novo. A democracia representativa é uma mentira, engodo, trapaça que lhe aplicam há mais de 2500 anos e você engole e aceita como se fosse uma lei da natureza. Não é!. Você não precisa mais aturar isso. Precisamos sim é de um plano de mudança e, modestamente, acredito que uma boa estratégia seria:

  • Primeiro precisamos de um sistema de identificação nacional, com todos os números que representam o cidadão em todos os diversos níveis de governo substituídos por um número único, de preferência integrado com um sistema de identificação biométrico.
  • Segundo precisamos mudar o artigo da constituição que garante o direito do povo enviar projetos de lei para o congresso de forma a permitir que esses projetos possam ser enviados por meio eletrônico e as assinaturas de apoio possam ser recolhidas também por meio eletrônico.
  • O terceiro passo também implica em emenda constitucional. Os projetos enviados pelo povo devem ter prioridade sobre toda e qualquer outra atividade do legislativo.

Você é enganado, roubado, violado e explorado, todos os dias, por que quer.

Este artigo foi originalmente postado no Cidadão de Quinta.

Fico ainda devendo, para aqueles que me cobraram, uma análise detalhada do que se passa no mundo árabe próximo, a internet e nós meros mortais. Ainda não tive tempo. E, como diria Mao, faz muito pouco tempo, ainda não dá para entender tudo. Mas, esta não poderia deixar passar. Uma foto, uma única foto, com tanto poder, não dava para deixar em branco.

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Esta foto mostra, uma multidão de cristãos, durante as manifestações na praça Tahir, no Cairo, no dia mais violento dos protestos, com cavalos e camelos pisoteando os protestantes, formando um cordão humano para proteger seus compatriotas, mulçumanos, no horário sagrado das suas orações.

Precisa mais?

A foto que rodou o mundo é atribuída a NevineZaki

Fico com a promessa desta foto e opto por ignorar as notícias controversas que afloram do Egito. Dando conta que os radicais religiosos, e oportunistas de última hora, já movimentam multidões.

Vazamento no Wikileaks impede a criação de uma lei contra o download ilegal na Espanha.

Em Resumo:

Wikileaks - TRUTH WILL OUT - RSH
Creative Commons License photo credit: R_SH

Na Espanha existe uma quantidade absurda de download ilegal.

A indústria de entretenimento estadunidense é a maior vítima destes downloads.

A indústria de entretenimento estadunidense pressionou o governo dos EUA para agir contra a Espanha.

O governo dos EUA pressionou o governo da Espanha para acabar com a festa dos downloads.

O governo da Espanha enviou uma lei para o parlamento.

O Wikileaks vazou os telegramas do governo dos EUA pressionando o governo da Espanha.

A  lei dançou.

Detalhes em inglês no ArsTechinica

Ps. Continuo contra o download ilegal e a favor do Wikileaks.

Há algumas semanas, enquanto ditava o texto de uma mensagem de erro em um dos softwares da empresa em que trabalhava ouvi, de um programador experiente com mais de dois anos na empresa: Caramba! Isto é que é mudança de filosofia. Nós nunca colocamos obrigado em nenhuma das mensagens. Me causou espanto.

Marsella Gets Paid! (Rowan Award)
Creative Commons License photo credit: Infusionsoft

Na sexta-feira passada (03/12/2010), comentei com um dos diretores de uma empresa que visitava: Esta frase ficaria melhor se começasse com desculpe!  e ouvi: Nosso software não precisa se desculpar, nós não erramos. Fiquei apavorado.  Sempre falo, desculpe, com licença e obrigado. Não por que mamãe mandou , por que acredito que seja a forma mais simples de conseguir alguma coisa. Saí da entrevista certo que, mesmo que aprovado, não é a empresa onde vou trabalhar. Imagine, um software que não precisa se desculpar. Um software que nunca está errado! Deve ser por isso que, com menos de 100 clientes eles têm 530 chamados de suporte por semana em média. Só durante a semana que passei por lá, aprendendo sobre a empresa e mostrando minhas ideias, perderam dois clientes. Não se preocupe, disse o tal diretor, eles voltam. Acabam voltando!

Nos dois casos estou falando de empresas bem estabelecidas, com uma boa base de clientes, há décadas no mercado. Será que eu que estou errado? Será que não faz diferença falar desculpe? E obrigado? Será que tenho este hábito e levo para todos os sistemas que desenvolvo ou estruturas que monto apenas por que mamãe mandou? Acredito que não, lembro que  em todos os lugares que trabalhei, gerenciei poucos conflitos com os usuários, sem medo de errar ,uns cinco em mais de 20 anos nesta seara atendendo mais de um milhão de clientes em diferentes empresas e sistemas. Lembro também de sempre conseguir reduzir os números de atendimento de suporte de forma exponencial, na última empresa caímos de várias centenas para menos de 10 por semana em poucos meses e com poucas alterações no sistema, apenas aumentando a interação com os clientes e fazendo eles se perceberem parte integrante do processo. Será que se tratava apenas de melhoria tecnológica e em procedimentos ou minha insistência em mudar as palavras utilizadas em e-mails, mensagens de erro, e telefonemas teve alguma coisa a ver com isso.

Esta coisa do relacionamento com os clientes sempre me preocupou, sempre acreditei que existe uma linha tênue que impede o sucesso da empresa amarrada no atendimento ao cliente. Quando esta linha se parte o sucesso escapa, se esta linha é muito pesada o sucesso desaba sobre seu peso. Pesquisas recentes no campo da economia comportamental apoiam meus instintos. Com certeza minha mãe gostaria de ler as coisas que descobri enquanto tentava entender quem estava errado e quanto errado estava.

Alguns estudos mostram que os motivos que as empresas perdem clientes tem uma estrutura e padrão quase idêntica e são distribuídos na seguinte proporção:

68% dos clientes são perdidos por causa do atendimento

Sessenta e oito por cento de todos os clientes perdidos são perdidos por problemas no atendimento. Notadamente pela sensação de indiferença. Ocorre quando o cliente liga para o atendimento e o atendente passa a impressão de ser indiferente, mau humorado ou mau educado. Algumas pesquisas recentes mostraram que, a inclusão de uma desculpa durante o atendimento pode reduzir em até 48% a sensação de mal estar do cliente. A mesma sensação de mal estar que faz com que o cliente mude de fornecedor ou que queira se vingar. Todo mundo já ouviu a máxima um cliente bem atendido faz propaganda para três outros o mal atendido faz propaganda para onze outros. Isto é vingança.  Falar com onze clientes que foi mal atendido é coisa do passado. Hoje temos os blogs. Aqui mesmo, quando fui mal atendido, soltei os dedos e, até hoje, 5675 pessoas leram sobre minha indignação. Não seria melhor impedir que tal sentimento aflorasse nos clientes?

Para ser honesto, não achei nenhum estudo sério sobre o efeito do obrigado no atendimento de suporte. Achei, uma  pesquisa muito bem fundamentada estatisticamente, sobre o efeito do obrigado nas vendas. Colocar uma expressão de agradecimento no encerramento de uma transação comercial pode aumentar em até 75% o retorno dos clientes. Então, extrapolando para o atendimento ao cliente podemos supor que o efeito seja semelhante. Um obrigado pode dar a sensação de completude e integração que o cliente precisa para ter a sensação do bom atendimento. Para formar uma memória positiva da venda e do vendedor. Será que poderemos extrapolar este efeito para o atendimento em suporte. Eu acredito que sim.

As pesquisas também mostram que não basta dizer obrigado ou desculpe. O atendente, seja presencialmente, seja virtualmente, tem que soar honesto. Tem que passar o sentimento de preocupação ao cliente. Mais que isso tem que indicar que sim, o problema do cliente é importante. Não esqueça que do ponto de vista do cliente o atendente É a empresa. No caso do software, o programa é a empresa. Um programa pretensioso ou mal educado indica uma empresa pretensiosa e mal educada. Do ponto de vista do usuário, o software é a empresa.

Preparei um paper sobre isso com muito mais detalhes.  Se estiver interessado este paper pode ser adquirido via PagSeguro, basta clicar no botão a seguir. São quase cinquenta páginas detalhando estas pesquisas e o efeito e certas frases no atendimento aos clientes.

Depois de pesquisar acredito que não importa que estas empresas estão a tanto tempo no mercado e que têm tantos clientes. Estão errados. Não é assim que se atende cliente em nenhum seguimento e principalmente em um seguimento onde a interação do cliente com o produto é tão grande que ele cria uma relação totalmente emocional e irracional com o produto. A indústreia de software é peculiar. Tão peculiar que em toda economia só nós e os traficantes temos usuários, todo o resto são clientes.

E antes que eu me esqueça, muito obrigado por ler o DePijama. Sua colaboração é importante. O que você achou deste artigo?

O dia correu como sempre corre. Moroso, longo. Estranhamente, ontem, o telefone esteve mudo a maior parte do tempo. Talvez tenha sido o frio que se abateu sobre o Brasil. Ninguém ligou. Poucos e-mails, poucos problemas. Pude trabalhar tranqüilo e  colocar alguns assuntos em dia, planejar novas funcionalidades.

Saí cedo, uma ou duas horas antes. Na verdade o horário certo, mas sempre fico até mais tarde então saí cedo. Coloquei os fones do celular no ouvido e fui ouvindo Outliers (ainda não leu? Deveria ler!). Quarenta e cinco minutos de ônibus; chova ou faça sol, com engarrafamento ou não, separam o trabalho da minha casa. Cheguei ao meu tubo, me levantei e saí do ônibus, Sereno em espírito e no clima. Guarda chuva aberto, passo seguro.

Atravessei o primeiro quarteirão, apertei o botão do semáforo, parei, esperei o sinal verde, na faixa e fui. Fui atropelado.

Uma destas pick-ups grandes com a roda quase do meu tamanho. Destas que se usam hoje em dia para aumentar as chances de extinção da raça humana e como compensação fálica. Dirigida por um menino nos seus vinte e poucos anos. Furou o sinal e me atropelou.

Além da dignidade, orgulho e fé na brasilidade não quebrei nada. Estou com uma imensa mancha rocha na perna direita e um pouco de dor.  Mais na consciência que na perna.

Eu conheço o motorista. Você também. Já vi o rosto dele uma ou duas vezes  quando ele parou em fila dupla para deixar o filho na escola. Outra vez quando ele levou o cachorro para esvaziar os intestinos na frente da casa de outro vizinho. Eu vi quando ele furou a fila no mercado. Vi também quando ele pichou o muro. Eu estava lá quando ele subornou um guarda para não receber uma multa e quando ele não devolveu o troco extra na padaria. Eu o vi parando em cima da faixa, ultrapassando em faixa continua. Eu vi quando ele instalou o windows pirata e quando ele comprou um cd na beira da calçada. Eu o conheço. Você também, ele está bem aí… Do seu lado.

E ontem ele me atropelou. Se eu fosse mais novo, mais magro, mais velho ou andasse mais rápido estaria morto.

Tive sorte de ainda ter alguma coisa atlética no corpo. As pernas forçadas que são a carregar todos os músculos que migraram dos bíceps e peitoras para o abdômen ainda são fortes aguentaram o impacto da roda, quase do meu tamanho, e não quebram. Tive sorte, os anos de jiu-jítsu fizeram com que, instintivamente eu batesse no chão com a mão direita amortecendo a queda. Tive sorte de sustentar a cabeça e não deixá-la bater no chão. Instinto, puro instinto salvou minha vida.

Ontem fiquei furioso com o motorista. Antes de ele fugir me lembro de ter feito algumas citações pouco honrosas sobre o passado de sua mãe. Vergonha. Pura vergonha.  Hoje estou furioso comigo.  Esqueci a primeira regra que meu pai me ensinou quando me deixou ir para escola só: O que para carro é freio!

O sinal amarelo só serve para avisar ao educado condutor do veículo que ele tem que parar o carro e o vermelho para dizer que ele não pode passar de jeito nenhum. Hoje, aqui em Curitiba, no Rio de Janeiro, São Paulo e até que me provem o contrário resto do Brasil, o sinal amarelo significa: vai que dá! Não deu. A minha vida poderia ter acabado naquele segundo, a dele também.

Ontem fiquei furioso com o motorista. Hoje estou furioso com você. Sim você. A culpa é sua, e minha. Ontem eu fui atropelado e você estava no volante junto comigo e o motorista.

Você que leva o cachorro para passear e não recolhe seus resíduos. Você que escuta música alta depois das vinte e duas horas. Você que fura fila, para em fila dupla e ultrapassa na faixa contínua. Você que usa software pirata, copia vídeos e músicas da internet e não respeita direito autoral. Você que não devolve o troco extra nem a carteira achada na rua. Você que picha muro, cospe no ônibus e faz xixi na árvore. Você que usa a área comum do condomínio para guardar sua bicicleta. Você que como eu, não respeita as pequenas regras da sociedade estava dirigindo aquele carro. Ontem, quando eu fui atropelado

Imaginamos que podemos agir racionalmente. Ah! Se isso fosse verdade o mundo seria um verdadeiro paraíso. Infelizmente não é. Não agimos racionalmente na maior parte do tempo. A racionalidade de que tanto nos orgulhamos não rege as nossas atitudes mais corriqueiras. A única forma de o adolescente usar camisinha é se ela estiver no bolso quando ele ficar excitado. A única forma de parar no sinal amarelo é respeitar a lei. A única forma de respeitar as pequenas leis do dia a dia é se todas forem respeitadas.

O cara que leva o cachorro na porta do vizinho  também fura o sinal e guarda o troco extra.  Esse sujeito, média nacional, é resultado de uma sociedade cujas diretrizes educacionais estão simplesmente erradas. Pense bem. Quantas vezes você disse para seu filho que os policiais são corruptos? Ou para seus amigos. Ou para si mesmo. Apologia da corrupção não corrige a corrupção. Punição sim. Existem graduações em corrupção? Quem é mais corrupto o cara que fura o sinal amarelo ou o cara que leva vantagem em um contrato com o governo.

Ontem eu fui atropelado e a culpa é nossa. Nós estamos montando essa sociedade baseada em conceitos de falsa moralidade e nenhuma cidadania. Ontem eu fui atropelado por uma sociedade que valoriza o indivíduo que leva vantagem.

Ontem eu fui atropelado. O pouco de fé que eu tenho na brasilidade ficou despedaçado mas, vou continuar ensinando ao meu filho a devolver o troco, não parar em fila dupla, não usar software pirata e acreditar nos policiais. Vou continuar escrevendo sobre isso. Vou continuar mostrando aos meus alunos onde eles podem melhorar e por que eles têm que melhorar. E por que eu não posso aceitar o trabalho no dia seguinte. Seria bom se você fizesse o mesmo. Não precisa muito.

Na hora de deixar o filho na escola não pare em fila dupla e explique porquê. Simples assim. Coisas simples assim vão mudar o Brasil e o mundo. Respeite as regras, obedeça aos sinas. Siga as filas. Aja como se existisse uma sociedade e ensine isso.

Ontem eu fui atropelado, mas ainda sou eu.

Este artigo foi originalmente publicado no Cidadão de Quinta no dia 5 de agosto de 2010, como vou tirar o cidadão do ar, já que nem de quinta ele é mais. Resolvi postar aqui só para não perder o texto.

Se você está em Curitiba, esta é uma oportunidade rara e única.  Vou ministrar na Sucesu-PR uma palestra sobre Redes Sociais. A oportunidade é única, não por minha causa, mas por causa do tema.

James, I think your cover's blown!
Creative Commons License photo credit: laverrue

Vamos discutir o fênomeno e como essa coisa de rede social funciona e, principalmente vamos ver como usar as ferramentas que estão disponíveis gratuitamente na grade rede.

Entender este fenômeno e dominar estas ferramentas pode ser a diferença entre sucesso profissional e ostracismo.

Então, na deixe passar e se inscreva agora. É gratis!

Você deve estar acompanhando as poucas notícias que saem em português sobre o vazamento de óleo no golfo do México. Se não, aqui vai um pequeno resumo:

No dia 20 de Abril de 2010 uma explosão em uma das plataformas de exploração da Britsh Petroleum (BP para os intimos) matou 11 funcionários e deu início ao maior desastre ecológico da história.

Um vazamento de óleo continuo localizado em águas profundas disperssando aproximadamente 5,5 km cúbicos de petróleo cru diretamente no oceano. Não entre em pâncio ainda.

Não dá para ter noção do que é isso ou de quanto isto está prejudicando nosso planeta. Como sempre, alguém em algum lugar da internet tenta ajudar, se não a solucionar o problema, pelo menos a entender a dimensão dele.

mancha de óleo do golfo do méxico na sua casa

Para tal, foi criado um mapa (google maps) que coloca a mancha de óleo diretamente sobre a sua cidade, assim você pode entender, em dimensões que conhece, o que está acontecendo. Clique aqui e veja o tamanho do estrago.

Os dados para gerar este mapa são computados diariamente com dados de satélite e do serviço equivalente a nossa defesa civil dos EUA.

Me preocupa muio as notícias que indicam que a mancha de óleo deve atingir o oceano atlãntico. Um volume destes poderia alterar a densidade da água do mar exatamente na correia transportadora global. Um conjunto de correntes submarinas que regula a temperatura do planeta e depende da densidade da água do mar nos trópicos e nos polos para manter nosso planeta em equilíbrio térmico.

Agora sim, podemos todos entrar em pânico.

O Sr. Stanton Friedman, físico nuclear, com um curriculum de fazer inveja, trabalhou durante toda a sua vida para grandes empresas americanas em projetos eventualmente secretos e resolveu, em artigo, publicado aqui, botando a boca no mundo.

Cave troll as corporate bully
photo credit: kevindooley

Se você lê inglês, lei e depois volte aqui. Se não…. o que ele fala, em linhas gerais é que desde a década de 40 do século passado que os maiores governos do planeta sabem da existência que alguns dos objetos voadores não identificados que são frequentemente reportados nos jornais sensacionalistas são, na verdade, naves espaciais de outros planetas.

Ou seja, segundo o bom cientista, estamos em um condomínio galático e não somos exatamente os caras mais poderosos da rua.

Vou ler o livro dele apenas por que adoro uma boa teoria da conspiração. Mas, ele não falou nada que eu já não soubesse. Preste atenção existe uma diferença entre saber e acreditar.

Esse depoimento (livro, vídeo) só merece destaque por estar se tornando outro caso viral na internet. Se você acompanha, mesmo de longe, toda essa trama de ficção envolvendo objetos voadores não identificados e, como eu, gostaria que fosse verdade. Já viu e ouviu todas as afirmações do sr. Stanton.

Então vamos ouvir de novo, e torcer… Nunca se sabe, de repente, eles já estão entre nós…  talvez lendo esse blog…. Espera, não saí daí e não toque em nada, não ouse mudar de página,  já identifiquei seu endereço pelo ip… em algum minutos a impressa vai bater na sua porta….:)

A felicidade é um destes sentimentos fugidios que não conseguimos definir e que raramente admitimos ter.

É mais como um estado de sei lá que perseguimos sem parar.

A ciência, pobre ciência, gosta de ver as coisas de forma mais fria, rígida, controlada e é justamente aí que o reside, luxuosamente, o problema. Como definir uma coisa como felicidade com rigor científico?



 photo credit: h.koppdelaney

Há anos que um famoso estudo sustenta que dinheiro não trás felicidade. Os otimistas acreditam que no máximo manda comprar. Os pessimistas acham que se conseguirem comprar terão muito juros para pagar. De qualquer forma, a coisa pode estar mudando.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Warwick em parceria com a Universidade de Cardiff tentava entender uma das mais intrigantes questões de história: Se o dinheiro trás felicidade, por que existem pessoas tristes em nações ricas? E acabou achando uma coisa intrigante.  A fim e a termo, ter mais dinheiro pode deixá-lo mais feliz desde que você tenha mais dinheiro que seus vizinhos.  Não é a quantidade que importa, em se tratando de felicidade, o que importa é a comparação. O que nos remete a antigas relações de poder. Gado, terras ou dinheiro. Qualquer símbolo de poder só vai deixá-lo mais feliz se e somente se o seu for maior que o dos seus vizinhos. Pronto, misturei tudo!

Resta uma dúvida. Será que a falta de dinheiro trás tristeza? Ou ainda, quanto tenho que ganhar por mês para que, se não chegar a ser feliz, pelo menos não fique triste?

E lá vem a ciência. Outro estudo, desta vez da University of Pennsylvania mostra que existe um valor mínimo de renda anual para que uma pessoa se sinta feliz. Alguma coisa perto dos US$3333,33 por mês para os americanos.

Vamos anotando: Ganhar mais US$3333,33 por mês, desde que seja mais que seus vizinhos. Até ai está fácil. Arranjo um emprego novo e me mudo para Índia.

Existem outras hipóteses. Pode ser que os Beetles estejam certos e All you need is Love.  O que a ciência tem a dizer sobre isso? Outro estudo mostra que o verdadeiro segredo da felicidade é o sexo. Muito sexo. Freqüente, intenso e descarado. De preferência muito descarado.

Voltando a minha lista: Mais que US$3333,33 desde que seja mais que o vizinho e sexo muito sexo. A Índia ainda me parece uma boa opção. Não é de lá o tal do Kama Sutra?

O que acontece na verdade é que essa sensação de felicidade é apenas o resultado de uma determinada combinação de neurotransmissores no seu cérebro. Seratonina, dopamina, endorfina e outras “inas” mais.

Nosso cérebro produz essas substâncias e uma determinada combinação delas provoca a sensação de felicidade. Que pode perdurar ou não. O problema é que uma vez encontrado este estado a sensação é tão boa que a perseguimos irracionalmente. Daí os vícios. Cocaína, Cafeína, sexo, dinheiro e chocolate todos viciam por que em quantidades maiores ou menores provocam… Adivinhe?

Felicidade!

Então tudo o que você precisa é encontra a sua “Ina”. Lembre que algumas delas dão cadeia e outras tão sífilis. Diz aí. Só por curiosidade, alguém sabe como anda a Índia em termos de chocolate?

Agora ficou muito científico. Vamos baixar um pouco a bola. Recentemente a BBC publicou uma matéria sobre um estudo científico que reduz a apenas 10 passos o caminho da felicidade total e plena. Nada de descaramento, a ciência continua prática… e sem a menor graça.

  1. Plante alguma coisa e cuide dela.
  2. Conte pelo menos cinco bênçãos no fim de cada dia.
  3. Tire um tempo, pelo menos uma hora por semana, para conversar com a pessoa amada.
  4. Ligue para um amigo que  não vê a muito tempo e marque um encontro.
  5. Dê um trato em si mesmo todos os dias e se ame.
  6. Dê uma boa gargalhada, pelo menos uma vez por dia.
  7. Exercite-se por meia hora três vezes por semana.
  8. Sorria e diga oi para um estranho pelo menos uma vez por dia.
  9. Diminua seu tempo na frente da televisão pela metade.
  10. Elogie alguém todos os dias.

Simples assim.

Finalmente podemos terminar nossa lista: Ganhar mais de US$3333,33, mais que meu vizinho, muito sexo, chocolate e seguir essa lista. Ou, em outras palavras: conseguir um emprego de massagista de time de futebol feminino suíço na Índia e se comportar como se fosse chefe de um grupo de escoteiros. Fácil!